quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Chorão tá loco!!!

O Chorão da Barra tá de brincadeira!!! 150 pau pra ver o chileno/suíço/alemão (cada hora esse cara tem uma nacionalidade nova) Ricardo Villalobos ultrapassa qualquer limite do ridículo.

Em Londres, nesse mesmo sábado dia 20, na Fabric, por apenas 16 libras (!!!), tem Ivan Smagghe, Ellen Allien, Cobblestone Jazz, Toby Neuman, Optimo e ainda mais gente tocando.

Aqui, para ver apenas o Villalobos na casa do Chorão da Barra você morre com o equivalente a mais ou menos 40 libras(!!!) só pra sorrir. E o mais foda é que lá não era assim não. Desde a inauguração, em 2003, até o começo de 2006, o clube era underground, pouco divulgado, e freqüentado por quem realmente entendia de boa música eletrônica. Atrações internacionais de peso nunca faltaram e o preço para vê-las raramente passava dos 40 reais. Vi Tiefschwarz, Ivan Smagghe, Gabriel Ananda, Agoria, Dirt Crew, Paul Kalkbrenner, DJ T, Luciano, The Hacker, e vários outros caras que nem me lembro mais, tudo por esse preço. Ahhhh, e ainda me dei bem com algumas belas moçoilas lá dentro...

Não sei quanto custa pra trazer esses deejays, mas sei que o máximo que já paguei lá dentro foi pra ver o Richie Hawtin no fim do ano passado. Se não me engano 60 reais. Não creio que em menos de 1 ano tenha inflacionado tanto assim o fee desses caras.

E como eu disse, foi em 2006 que começou a reviravolta. Anunciaram o fechamento do clube para a realização de uma reforma que foi noticiada até mesmo pela mídia desacostumada a divulgar qualquer nota sobre o lugar. O mais absurdo é que a reforma foi de apenas uma mudança na entrada do banheiro e a construção de um mini-camarote (camarote = símbolo de redneckismo), mas a repercussão que isso viria a render parece que era a principal intenção do dono. O lugar ficou famoso a ponto de quase morrer neguinho pisoteado lá dentro na reabertura. E olha que ser pisado por biscatrancer boots deve doer bastante. Aí o dono do local, o nativo de Campo Grande-MS, Renato Ratier, passou a se preocupar mais com o seu visual em detrimento da qualidade da casa. Mas o máximo que a vaidade exacerbada do rapaz lhe rendeu foi um look parecido com o do Chorão. Chorão da Barra Funda, como bem disse um amizade num fórum do Rraurl outro dia.

O D-Edge ganhou, a partir da reforma fajuta, a fama cuja falta aparentemente frustrava seu dono. Passou a ser freqüentado maciçamente por gente acostumada a visitar raves de pissái e pela playboyzada universitária paulistana. Nada contra essas raves e seus freqüentadores (nem a favor), mas é que o gosto musical desse povo não é dos mais elaborados. Quando alguém é eclético a ponto de gostar de axé e música eletrônica pode apostar que alguma coisa está errada. Pra completar, vi outro dia que o clube agora tem até um slogan, “Brazil’s finest underground”. Aposto que isso é idéia de renomados marqueteiros do Mato Grosso do Sul.

Não contesto que o lugar continua a ser o que mais traz dejotas de qualidade pra tocar no Brasil. Só que agora além de mal freqüentado, tá muuuuuuuuuuuuuuito mais caro. Só isso.

4 comentários:

pdc do b disse...

falou bonito!

Anônimo disse...

que tá caro é fato. mas dizer que passou a ser frequentado por playboy é mentira porque sempre foi.

agora se você só tá pegando vaca não tem pq por a culpa no chorão.

Anônimo disse...

Prefiro pagar 150 e ter conforto, do que 50 num abarrotamento.

Anônimo disse...

chorão da barra...kkkkkkkkk

parabens!