Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Cow on Twitter

Me cadastrei no Twitter meses atrás, mas hoje, apenas hoje me prontifiquei a postar pela primeira vez.

Dizem que se você não tem nada muito importante a dizer, o Twitter é o lugar ideal para você se manifestar. E é bem isso o que eu pretendo fazer. Só não sei até quando vai durar essa empolgação que já nasce meio combalida.

Ah, tenho 4 followers. 3 dos quais norte-americanos. E provavelmente pervertidos, já que certamente foram atraídos apenas pelo sugestivo nome “Molestador de Vacas”.

E já deixei 2 posts por lá: o primeiro sobre uma briguinha ridícula que vem sendo travada entre os maiores twitteiros do Brasil Tupinambá e o outro sobre minhas impressões acerca da cover art do último RA Podcast: http://twitter.com/Cow_Molester


Olha o passarinho...

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

I bet they look good on the dancefloor - II



Pensando bem, o dancefloor não faria tão bem assim ao calçado acima. Calçado este da marca que recentemente deu uma festança num casarão no Rio de Janeiro recheado de símbolos alusivos ao nazismo. Era suástica pra cá, retrato de oficial nazi pra lá...

Bom, voltando ao pisante, trata-se de uma versão skateboarding para o clássico modelo Gazelle numa cor muito nóis. E como os mano do Bronx costumam dizer: "that orange in the back is dope"! E é bom frisar que usá-lo para andar de skate pode ocasionar tantos ou mais estragos quanto num passeio pelo dancefloor.

De acordo com o Hypebeast, por enquanto, o sneaker encontra-se disponível apenas numa tal de 8FIVE2 e na Adidas Originals Concept Store de Hong Kong.

E se por um lado o pessoal de Hong Kong teve a sorte de ter acesso ao pisante em primeira mão, nunca é demais lembrar que eles não são tão afortunados assim...
E é a própria marca oficial das 3 listras que faz questão de refrescar nossas memórias:





Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Primeira Vez

Dizem que essa música foi o grande hit do último Winter Music Conference, em Miami, lá por febrero. Não é novidade, portanto. E eu inclusive já havia escutado a dita cuja acho que num set do Luciano, o Cadenza boss, no fim do ano. Ouvi também em um ou outro set, mas além de não prender minha atenção, a faixa ainda me causou certo incômodo e me fez rodopiar com velocidade a rodinha do MP3.

Eis que no último final de semana, enquanto eu escutava o último Essential Mix, um DJ set da bandinha inglesa Friendly Fires, ao me deparar com a cantiga objeto deste post lá pelo minuto 50 do mix, mudei de forma significativa meu conceito e, pela primeira vez na vida, apreciei um som eletrônico com fortes influências latino-americanas. Mas La Mezcla, do suíço Michel Cleis, nada tem a ver com a odiosa Heater, do tão odioso quanto Samim (e que bom que esse cara sumiu do mapa), ou a irritante Una Pena, do competente Martin Stimming. A música é acompanhada de um vocalzinho, que pelo que li, trata-se de um sample de uma canção colombiana e tenho que admitir, para minha própria surpresa, que La Mezcla é boa, muito boa.

E como a primeira vez a gente nunca esquece, aí está La Mezcla, que foi lançada oficialmente pelo selo Cadenza em maio último, para ser compartilhada.

Michel Cleis - La Mezcla (download)

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Borracharia

Seguem alguns registros do making off do tradicionalíssimo calendário da Pirelli do próximo ano estrelando algumas das delícias que enfeitarão paredes mundo afora. E se você não sabe, o malandrão no meio delas é o Terry Richardson, que além de fotógrafo responsável pela edição 2010 da folhinha, é também sósia do Cow Molester nas horas vagas. E clicando nas imagens pode-se observar com mais precisão que os mamilos das beldades foram alvo de uma censura não muito bem sucedida. Enjoy!






Got Milk?

Meia foda

O grupo inglês de elctro pop (definição mais ridícula essa) Hot Chip assina o último número da compilação Bugged Out. Os autores do hit Over and Over, que costumava estremecer as precárias estruturas do Milo Garage quando executado, surpreenderam positivamente demais no CD 01 do disco duplo selecionando várias faixas techno e outras house da mais alta qualidade. No final de 2007 eles haviam demonstrado certo conhecimento do assunto ao protagonizarem um Essential Mix na BBC.

O CD 02, por outro lado, eu diria que é lastimável. Uma mistureba de disco, pop, R&B e sei lá mais o que das mais desagradáveis. E a resenha do RA não me deixa mentir.

Baixei o disco (Hot Chip - A Bugged Out Mix) faixa a faixa no Soulseek, e como é meio trabalhoso disponibilizar 24 músicas uma a uma, recomendo que você se conecte ao programa de sua preferência e trate de dowloadear o quanto antes o CD 01. Porque a outra metade...

Eis a tracklist da parte que interessa:

01. Gas - Nah Und Fern
02. Theo Parrish - Space Bumps
03. Extrawelt & Morelle - Schmedding
04. Joseph Capriati - C'est La Vie
05. Philip Sherburne - The Claim
06. Armando - Don't Take It (Thomos Edit)
07. Harry Axt - Deliberately Selected
08. Florian Meindel - Blast
09. Conrad Schnitzler - 00/346 & 00/380 (Dandy Jack & The Queen Of Mars Remix)
10. John Tejada - Torque
11. Pig & Dan - Hope
12. Peverelist - Junktion
13. Cosmic Sandwich - Cosmic Sandwich (Cosmic Sandwich Remix)
14. Hot Chip - Take It In
15. Mark Henning - Moody Bastard
16. District One aka Bart Skils & Anton Pieete - One2One
17. Mory Kante - Yeke Yeke (Afro Acid Mix)
18. Ican - Chiclet's Theme
19. Dominik Eulberg & Gabriel Ananda - Eucalypse Now!
20. Alex Cappelli - Bloody Notes (Butch Remix)
21. Kollektiv Turmstrasse - Blutsbruder
22. Marc Romboy - Karambolage (Oxia Remix)
23. International Pony feat Khan & Snax - Bubble In The Bottle (Pepe Bradock Remix)
24. Max Cooper - I (Long Version)

Elenco do novo filme da série Porky's reunido? Não, eles são o Hot Chip.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Pelo mundo

O dólar já está praticamente de volta aos patamares pré-crise, mas o D-Edge tem preferido manter o pé no freio e, com isso, poucas atrações de renome tem aportado na Barra Funda. Acho que é o ano de mais baixa qualidade do nightclub desde sua inauguração, em 2004. Ainda assim reina absoluto na night paulistana.

E no final de semana acontece mais uma edição da tal da Kaballah. Evento que nasceu como rave de pissái israelita, mas que hoje em dia, além de praticamente ter riscado esse estilo lastimável da eletrônica de seu line-up, tratou também de abandonar o "rave" de seu nome. De acordo com o que li no site Rraurl, a festa agora se auto-intitula "evento do núcleo Kaballah". E se esse evento, assim como as demais grandes raves que ocorrem na região de SP, deram um grande passo ao abandonar ou, pelo menos, reduzir drasticamente o pissái entre suas atrações, podiam também dar uma variada nesses DJs gringos que trazem. O Stephan Bodzin foi um dos primeiros da era da despissaização. Aí trouxeram o careca umas 20 vezes. Cada mês ele vinha pra uma rave diferente. O Guy Gerber já veio umas 15 vezes. E a bola da vez é o italiano Dusty Kid, que não por acaso é alardeado como um dos maiores headliners do evento do tal núcleo. O cara tem vindo direto ao Brasil e já que é pra trazer um DJ de fora, podiam buscar opções inéditas ou mais inovadoras. Mas como não vou a esses eventos nem mesmo para buscar dinheiro, fica aqui apenas uma humilde observação. Ah, e a apresentação que eu recomendo para você que está com saco para se deslocar no sábado até Itú, é o live do duo tedesco Extrawelt. E o techno do Dusty também é ok. De qualquer forma, olhando para como eram essas festas poucos anos atrás, é inegável que houve uma bela evolução.

Mas se você está com tempo e dinheiro sobrando, e em vez de dar um pulo até Itú prefere dar uma passeada pela Europa, nesse mesmo final de semana a cidade de Barcelona receberá finamente a edição 2009 do festival Sónar, já devidamente descrito por aqui.

Em Londres, inaugurado no ano passado com um soundsystem de qualidade indescritível de acordo com os DJs que por lá passam, o nightclub Matter receberá no sábado uma noite do selo de progressive house Renaissance, e terá nos turntables, CDJs, laptops e afins os ultrapassados Satoshi Tomiie, Dave Seaman e Paolo Mojo. De interessante, apenas o live do Rex the Dog. Pensando bem, sou mais a tal da festa do tal do núcleo Kaballah. E por incrível que pareça, na mesma cidade, normalmente abarrotada de DJs de renome, a Fabric terá também um line-up bem fraco no mesmo dia com o destaque ficando por conta apenas do DJ e produtor holandês que é conhecido pelo vulgo de 2000 And One. Definitivamente, um final de semana atípico na terra do Big Ben.

E se a Inglaterra sofre dessas recaídas e não consegue abandonar de vez os DJs de progressive que brilharam no longínquo fim dos anos 90 e outros do drum'n'bass, a Alemanha prova que continua sendo a meca da boa eletrônica. Só para ficar em Berlim, o nightclub Berghain já recebeu nesse mês de junho atrações como Marcel Dettman, Len Faki, Prosumer, Ben Klock, Ewan Pearson, Will Saul, André Galuzzi... e vale dizer que muitos desses são residentes de lá. E no dia 26, o local recepcionará a festa de 10 anos do selo Gohstly, que é de propriedade do Matthew Dear, um dos meus dejotas favoritos. Além do texano Dear (como Audion), mais gente do selo como Derek Plaslaiko e Kate Simko também se apresentam.

Não, não é o alvo do câncer de mama.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

FC Cow Molester

Antes da final da UEFA Champions League entre Manchester United x Barcelona, há exatamente uma semana, vaticinei no blog do Daniel Piza, no Estadão, que o Barça se sagraria campeão, contrariando boa parte da “imprensa especializada” que de forma inexplicável, ao menos para mim, previa o contrário. Segue o link para o comment com ares de profecia: O favorito é a bola. No link pode-se também constatar algumas rusgas ocasionadas por minhas palavras não muito amistosas.
Bom, e caso você não saiba, o FC Barcelona realmente ganhou, e o fez com autoridade: 2x0, fora o show. Com o intuito de homenagear o time da terra do Sónar, aí vai um belo advertisement da Nike lançado nos últimos dias:

E se no passado a Nike explorava pessoas pobrezinhas de países paupérrimos para a confecção de seus produtos, nesse vídeo ela preferiu explorar, e como nunca, suas rivais. Samuca Eto’o, Titi Henry e Leo Messi são patrocinados por Puma, Reebok e Adidas, respectivamente. E é bem possível que outros atletas que aparecem no vídeo tenham contrato com outras empresas também. De qualquer forma, o pequeno argentino da Adidas tem tudo para ser coroado melhor futebolista do mundo ao fim da temporada. E a Nike só chupinhando imagens alheias...
And Cow Molester’s not only about tuts tuts!

Sábado, 30 de Maio de 2009

Watergate 03

O canadense Konrad Black, o popular Conrado Preto, assina o terceiro número da compilação daquele nightclub de Berlim que tem nome de escândalo político de Washington DC. As edições anteriores, ambas do ano passado, foram mixadas pelo turco Onur Özer e o germânico Sascha Funke, respectivamente.

Li ontem a resenha do Resident Advisor sobre o CD. De 0 a 5, deram 2.5. E choveram protestos dos leitores pelo rigor excessivo da avaliação. Ao me deparar com a boa tracklist, desconfiei mesmo que algo estava errado. Tratei, pois, de baixar o disco e gostei. E dou nota 4 ao mix do Conrado que segue abaixo.

E além de discordar da nota dada pelo RA, também não concordo que o disco seja apenas de minimal, como lá definiram. De acordo com meus ouvidos, algumas faixas são mais houseiras do que qualquer outra coisa.


Watergate 03 mixed by Konrad Black (download)


Tracklist:
01. Alex Cortex - Nachttarif
02. D. Diggler - Silicone
03. Raudive - Cone (Edit)
04. Loco Dice - Breakfast At Nina's (Onur Özer Mix)
05. Konrad Black & Martin Buttrich - Siamese Connection
06. Matthew Dear & Seth Troxler - Hurt
07. Stephan G - Shass
08. Queen Atom - Enemy Of Time (Cesare vs. Disorder On Time Edit)
09. Louderbach - Shine (Thrill Cosby's Broken Door Mix Vox. Dilo)
10. Ben Klock - Sub Zero
11. Discogs - Real Love EQ (Italy Version)
12. Paul Ritch - Evil Laff (Konrad Black Remix)
13. Mathew Jonson - Walking On The Hands That Follow Me

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Sónar dos mil y nueve

Terra das obras de Gaudí, do museu de Pablo Picasso, do Camp Nou com seu desfile de artistas da bola, dos bambas de la puta madre e dos jovens metidos a moderninhos, Barcelona também é terra do Sónar, o festival de música e arte que se tornou habitual na capital catalã e que no ano de 2009 acontecerá entre 18 e 20 de junho. O site Resident Advisor começou nos últimos dias a contagem regressiva para o festival que segundo eles –e acho que pra torcida do Barça e do Real Madrid também- é o melhor que teremos no mês de junho. Entre bandas e DJs, tem isso aí: Orbital, Grace Jones, Animal Collective, Mujava, Fever Ray, RRIICCEE feat. Vincent Gallo, Richie Hawtin, Crystal Castles, James Murphy & Pat Mahoney (LCD Soundsystem disco set), Late Of The Pier, Jeff Mills, Moderat, La Roux, Little Boots, dan le sac vs. Scroobius Pip, Deadmau5, Carl Craig, Crookers, Filastine, Buraka Som Sistema, Joker, Luomo, Martyn, Beardyman, Konono Nº 1, Micachu and The Shapes, Roland Olbeter + Tim Exile + Jon Hopkins, Alva Noto, Agoria, Breakbot, Young Fathers, GoldieLocks, Bass Clef, Bomb Squad, DSL, Jamie Woon, SebastiAn, Lars Horntveth + BCN216, Marcel Dettmann, Heartbreak, Busy P., Ebony Bones, Institut Fatima, The Gaslamp Killer, Mike Slott, Culoe de Song, Natalia Lafourcade, Tarántula vs. La Orquesta del Caballo Ganador, Rustie, Bullion, Cécile, Mary Anne Hobbs, Michna with Raw Paw, Rob da Bank, Muhsinah, Cardopusher, James Pants, Erol Alkan presents Disco 3000, ...

E pra quem ainda não sabia, é isso mesmo. O Sónar 2009 será palco da ressurreição da dupla britânica Orbital, que havia se aposentado em 2004 e vem sendo apresentada como maior headliner do festival. Um dos maiores nomes da eletrônica dos anos 90, um dos primeiros concertos eletrônicos que presenciei foi do Orbital dos irmãos Hartnoll nos idos de 1999, no Free Jazz Festival. Fui até lá especialmente para ver outra dupla, os americanos do Crystal Method, de quem eu havia me tornado fã após o lançamento do excelente álbum Vegas. No final das contas, saí de lá meio desapontado com a performance dos autores do hit Busy Child, porém impressionado com a apresentação do Orbital e seus hipnotizantes capacetes luminosos. E confesso que praticamente não conhecia a dupla até então. E também tenho que confessar que não fui atrás de muita coisa deles a partir dali. Como show eletrônico, porém, foi certamente um dos melhores dos muitos que vi nesses cerca de 10 anos.

Bom, isto posto, vale agora dizer que o intuito deste post é de apenas servir como uma homenagem ao Orbital pela importância que tiveram na formação e no aprimoramento do primoroso gosto musical eletrônico do Cow Molester.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Richieculous

Dono do selo M-nus, o produtor Richie Hawtin é um homem cheio de ideias (se você ainda não sabe, com a reforma ortográfica a palavra idéia abandonou o acento). E quando se tem muitas ideias é meio inevitável que algumas -ou muitas delas- acabem sendo um tanto quanto imbecis.

E a londrina FACT Magazine tratou de listar as 10 ideias mais ridículas a já terem vindo à cabeça do minimalista canadense. E pegaram um pouco pesado. Lembra um pouco o Cow Molester das antigas.

Começaram meio light elegendo sua linha de roupas recém-lançada, passaram por seu Twitter, por sua tradicional franjola e nem mesmo a sexualidade do rapaz pouparam. Nos comentários, um usuário lembra que o vídeo que traz Hawtin e Sven Väth se pegando faltou na lista. Concordo. E como o registro já apareceu por aqui, aí vai ele: He's back!

E como ridiculisse pouca é bobagem, no final há ainda um bônus que traz as 5 fotos mais ridículas já estreladas por Mr. Hawtin. E que fotos!

Segue o link com o top 10 completo: Richie Hawtin's 10 most ridiculous ideas.

Richie num tempo em que, aparentemente, as ideias andavam meio escassas.

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Reviews @ Rraurl

Desde a semana passada está no ar no sítio Rraurl uma resenha que elaborei sobre alguns EPs lançados no ano. São breves análises de singles postos no mercado pelos produtores Guy Gerber, Isolée e pelas duplas Pig & Dan e Tiefschwarz.


Os irmãos Schwarz em ação no saudoso Nokia Trends paulistano de 2005: tempo em que eles eram mais "cool".

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Tee of the week

Domingo, 26 de Abril de 2009

Time Warp 2009

Conforme alertado por este blog no post Festivais lá e cá, no último dia 04 de abril ocorreu na Alemanha a edição de número 15 do festival Time Warp.

Descolei nos últimos dias trechos de 2 sets do evento. Um é da estonteante balzaquiana Monika kruse enquanto que o outro é de uma figurinha com presença maciça no blog: o granpa do tuts tuts Sven Väth.

O set da Monikinha é marcado por altos e baixos e a melhor faixa começa a ser tocada por volta do minuto 40. Mas como tenho apenas 43 minutos da apresentação, a música lamentavelmente não é executada por completo. Aliás, recém-lançada pelo inglês Matthew Edwards aka Radio Slave, a tal faixa se chama RJ. Só não sei se o título tem a ver com algum tipo de homenagem à cidade maravilhosa.

Cheio de energia, o set do Sven surpreendeu positivamente por não contar com nenhuma produção presente na sua compilação The Sound of the 9th Season. E pra manter a tradição, há ainda suas habituais intromissões durante o set com aqueles urros tão característicos e desnecessários. Abaixo, um vídeo com um trecho da apresentação do Cocoon boss em que ele toca uma música dum EP lançado há pouco pela dupla tobias. (é assim mesmo o vulgo do cara, com minúscula e ponto final) e Efdemin:




E, enfim, os 2 sets para que sejam devidamente downloadeados:

Sven Väth - Time Warp 2009 (download)

Monika Kruse - Time Warp 2009 (download)


Got milk?

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Suruba eletrônica

Eu não nutria muita simpatia por esse cara como produtor nem DJ. Aí, no ano passado, ele veio com um excelente remix para a música Dark Flower do Robert Babicz e me fez refletir. Não por acaso, elegi o tal mix, batizado de Magnolia por seu autor Joris Voorn, o melhor de 2008.

E enquanto eu ainda apreciava a Dark Flower mixada veio a notícia de que Voorn lançaria um CD duplo contendo mais de 100 faixas no total. E como já não sou muito chegado em compilações que reúnam mais de 20 músicas, confesso que imaginei que viria merda. Pouco depois chequei a tracklist divulgada antecipadamente e constatei que ela era abarrotada de nomes de peso: Ricardo Villalobos Radio Slave, Minilogue, Sascha Funke, Paul Kalkbrenner, Solomun, Joakim, Âme, Carl Craig, Aphex Twin... E eis que surgiu uma dúvida: quanto tempo o amizade vai tocar de cada faixa?

Após ler a resenha do disco no Resident Advisor no mês passado sem prestar a devida atenção, tratei de baixar o Balance 014 apenas no último final de semana. E a surpresa após ouvir o CD 01 foi das mais agradáveis. House, techno e tech-house de excelente qualidade predominam em boa parte das muitas faixas selecionadas. O CD 02 fica bem abaixo do primeiro, mas ainda assim é bom, embora seja bem mais calminho e contenha vocais e faixas melódicas em excesso. E respondendo a pergunta mais acima, fica difícil saber quanto tempo cada música é tocada e até mesmo quando cada uma entra ou sai. Ninguém é de ninguém. E aqui isso é bom.

Historicamente tão tolerante com as drogas, nos últimos anos a Holanda vinha cada vez mais reforçando e até mesmo exportando essa sua tradição com a criação da festa Sensation e com as performances de Tiësto, Armin Van Buuren e Fedde Le Grand, entre outros, ocorrendo mundo afora.

Dessa vez, no entanto, um filho das Netherlands resolveu dar uma inovada e fez bonito, e embora ainda seja abril, considero bem provável que Balance 014 figure como the best compilation of 2009 lá pelo fim do ano. Especialmente levando-se em conta o disc 01.


Joris Voorn - Balance 014 CD 01 (download)

Joris Voorn - Balance 014 CD 02 (download soon)


Ah, e mais um ponto pro Voorn por ter balançado a cabeça na capa do Balance impossibilitando a apreciação de sua bela face. Sugiro o mesmo para o John Digweed, o Ali Dubfire e outros não muito bem apessoados que adoram poluir capas de discos com poses dignas de estrelas do trance.

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Brazil's finest on BBC

O canadense Tiga tocou ontem em São Paulo. Se apresentou no D-Edge a preços de Pacha. E na madrugada de hoje para sábado ele será o protagonista do Essential Mix, na Radio One. Pelas minhas contas trata-se da 2ª passagem do DJ metrosexual pelo programa da BBC, já que em 2006 ele também esteve por lá. E se saiu bem.

E se entra Tiga, sai Gui Boratto. No sábado passado, dia 28, foi o produtor paulistano que acabou de lançar o álbum Take My Breath Away, pela Kompakt, quem conduziu o programa da BBC. Desde então o set encontra-se disponível no site do programa.

Na introdução do EM, Boratto, que é apresentado como “Brazil’s finest” pelo xarope do Pete Tong, mostra sua faceta piadista e diz que é de São Paulo, uma "small village of around 20 million people".

E como ele nunca se apresenta em DJ sets, o EM é composto apenas por faixas e remixes de sua autoria. Não achei grande coisa, mas foi melhor que os lives dele que andei presenciando nos últimos tempos. Talvez por haver pouquíssimas faixas do álbum Chromophobia, que eu reconheço que é muito bom, mas que já deu o que tinha que dar.

Mesmo assim, algumas músicas tocadas nas 2h do set são de qualidade bem duvidosa. O ponto mais baixo é atingido quando um remix do próprio Boratto pra uma faixa dos Pet Shop Boys entra em ação. Antes de checar a tracklist eu jurava que a canção era obra do David Guetta. O destaque positivo fica por conta da faixa inaugural. Um remix do brasileiro para Acid Burn do produtor yankee Billy D'Alessandro. Tracklist completa.

Como baixei o Essential Mix no grande Soulseek no decorrer da semana e a partir de amanhã ele não pode mais ser ouvido no sítio do programa, aí vai ele para download:


Gui Boratto - Essential Mix 28/03 (download)

*Nota do Cow: 3.4 (out of 5)


Boratto brincando de fazer tuts tuts


PS: Chegados numa badalação, os organizadores do Skol Sensation escalaram o DJ brasileiro mais badalado do momento para, juntamente com alguns tranceiros gringos, compor o line-up do evento descrito no post anterior. E é ele o encarregado de fechar a celebração à vergonha alheia que acontece no Anhembi.

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Festivais lá e cá...

O tradicional festival alemão Timewarp celebra em 2009 sua 15ª edição. Tá certo que a Alemanha tem a mais forte economia da Europa e que os DJs do primeiro escalão mundial quando não são de lá são de países próximos. Mesmo assim, é de impressionar a qualidade das atrações escaladas. Divulguei num post do ano passado o line-up que o Time Warp reuniu em 2008, e as mudanças em relação ao ano atual são mínimas. Parece ser aquela velha máxima em ação: em time que tá ganhando não se mexe. E a edição de 2009, que mais uma vez ocorre na cidade de Mannheim, terra da ex-tenista narigudinha e dona de um belo par de pernas Steffi Graf, terá o seguinte line-up:


Mas como nada é perfeito nesse mundo, tem um ou outro enganador lá no meio como, por exemplo, o DJ bola 8 aka Carl Cox. Mas esse é praticamente o único que destoa. Levando em conta apenas as atrações eletrônicas, o Time Warp é certamente superior ao barcelonista Sónar e o californiano Coachella. Talvez apenas o DEMF de Detroit seja páreo.

Mas enquanto o Time Warp celebra mais um ano de vida em terras germânicas, em terras paulistanas o agonizante Skol Beats parece ter finalmente batido as botas. Porém, antes mesmo de ser divulgada uma nota oficial de falecimento, ele já ressuscitou. E isso na forma de um bizarro festival que irá reunir uma jacuzada vestida de branco mexendo o esqueleto sob o efeito de doce, bala, cachorro quente, Absolut, champa e Ballantine's, dentre outras substâncias, ao som de estrelas internacionais do trance. Bom, é importante parabenizar os organizadores por, pelo menos, terem escalado DJs que tem a ver com o público que atenderá o Skol Sensation, já que a música, afinal, é secundária. Pra quem ainda não sabe, essa festa é para aqueles que se orgulham de ser VIP, ou ambicionam se tornar um. Na verdade é mais pra esse 2º grupo. Não por acaso, há um tipo de ingresso que oferece a possibilidade de você se deslocar ao evento de limousine após encher o bucho no Buddha Bar da Daslu. Só não sei se um desvio na rota para visitar a dona do estabelecimento no xadrez também está incluso. De qualquer forma,dá-lhe vergonha alheia!

Como essa será apenas a 1ª edição do tal do Skol Sensation no Brasil -o evento também já ocorreu na Europa provando que o mau gosto não é exclusividade do brasileiro- não vou postar vídeos de edições anteriores, mas sim uma amostra do pessoal que atenderá o evento. Pessoal alegre, "bonito", amante das grifes, que sabe como viver a vida e que abunda cada vez mais nesse Brasil! Fica aqui a torcida para que a tal da crise econômica produza logo algum efeito positivo. E atenção: O vídeo a seguir contém cenas mais feias que a fome ou que bater na mãe por mistura. Cuidado!


Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Defecando pela boca

Diogo Mainardi se meteu a falar de Kraftwerk e Radiohead em seu último podcast no site da Veja: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi

E mostrou que como crítico musical é um ótimo corneteiro político.

Gosto do cara, assim como dos corneteiros em geral. Até porque também me considero um. Mas é aquela coisa, quando o cidadão se mete a falar de um assunto que não domina o resultado não costuma ser dos melhores. A sra. minha mãe é uma pessoa muito inteligente e bem sucedida no que faz, mas em tempos de Copa do Mundo costuma falar de futebol com mais “propriedade” que o Franz Beckenbauer. E isso sem nem mesmo conhecer direito a regra do impedimento. Aí já viu...

E aposto ainda que 90% dos listeners do Mainardi Podcast julgarão suas palavras inteligentíssimas e até dirão coisas como “olha que maravilha, até de música do estrangeiro esse danado entende!”


Terça-feira, 17 de Março de 2009

Compromisso com a história



RUY CASTRO

O Caso da Coxinha Envenenada

RIO DE JANEIRO - Na semana passada, em Conchal (172 km de São Paulo), uma mulher serviu um prato de coxinhas ao marido. Este salivou profusamente e atacou uma delas com disposição. Mas, na primeira engolida, sentiu um gosto estranho e comentou que o quitute não estava nos padrões a que ela o acostumara. A mulher deu um sorriso amarelo e disse que devia ser a pimenta-do-reino.O homem fez "Grmff!" e repassou as coxinhas a seu cachorro, que o olhava com ar súplice, debaixo da mesa. O animal, fraco em etiqueta e de paladar menos sofisticado, devorou a porção quase de uma bocada. Ato contínuo, deu um ganido grosso, irreal, como se dublasse a si mesmo, revirou os olhos e estatelou-se, morto, na sala.Desconfiado, o marido correu para o pronto-socorro, onde o velho clister entrou em ação. Diante da suspeita de envenenamento, a mulher confessou tudo ao delegado. Tinha desviado R$ 15 mil da conta de ambos e temia que ele descobrisse. O jeito era matá-lo. Simples assim. Mais um pouco e, por causa de uma mixaria, a coxinha iria juntar-se à empada que matou o guarda, em matéria de estigma.Que eu saiba, nenhuma "mídia impressa" deu esta notícia. Devem tê-la achado banal. Fosse um sushi envenenado, quem sabe. Ou blinis de caviar. Mas o fato de os jornais terem esnobado o caso da coxinha não significa que ele não tenha sido amplamente divulgado. Em 12 páginas do Google, 150 portais, sites e blogs, dos mais potentes aos mais humildes, trataram da história com a necessária competência.Alguns deles: Fervendo, Mais Barulho, BlogGlubGlob, Vírgula, iParaíba, Anastácio Notícias, O Que a Bahia Quer Saber, Sanatório de Notícias, E Agora José? e Minhoca na Cabeça. É a prova de que, não importa se relevante ou irrelevante, nada mais passa em branco pela história.


Acima, a coluna do Ruy Castro da última quarta, dia 11, na Folha de S. Paulo. Nela, ele destacou a importância dos pequenos e aparentemente insignificantes blogs que povoam a world wide web. E apesar de não ter aparecido por aqui o caso da coxinha envenenada, me identifiquei bastante com as palavras do autor das biografias de Nélson Rodrigues e Mané Garrincha. Tudo porque o Blog do Cow Molester foi um dos poucos a falar do episódio do Grooverider com riqueza de detalhes, a mostrar o after-hours do Sven Väth junto dos amigos tontos que ele fez no litoral paulista e a divulgar que o selo do Digweed pagou jabá ao RA. Notícias do tuts tuts world que, definitivamente, não poderiam passar desapercebidas pela história. É nóis!

Terça-feira, 10 de Março de 2009

I bet they look good on the dancefloor

Parafraseando os Macacos do Ártico, aí vai o calçado da semana, o calçado que mais quero adquirir no momento, calçado este da marca do crocodilo. O modelo chama-se Missouri 85. E eu me pergunto a razão de terem escolhido o Estado do Missouri e não o do Idaho para dar nome ao pisante. O modelo já existe há algum tempo, mas a cor parece ser novíssima e encontrei no site da revista Complex aka the ultimate buyer's guide.

Combina até com as cores do meu blog. O único porém é a cor marrom que escolheram para as laterais. Marrom que lembra o das botas que o pessoal usa no Idaho para caminhar no pasto. Preto seria preferível.

Não encontrei o modelo nessa cor no Ebay nem nos sites das melhores lojas gringas. Portanto, se você aí do outro lado é um contrabandista de ninharias ou um sacoleiro internacional que não tem o Paraguai na rota, favor entrar em contato.

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

A hora e a vez do Kozalla

E o último número dos podcasts do Resident Advisor, O 145, é do grande Stefan Kozalla, o popular DJ Koze. Ele que elegi como melhor produtor de 2008 no último post daquele ano e que na foto do RA disponibilizada abaixo está idêntico a um amigo meu grande amante duma pinga, o Robertão. Big Bob que também é conhecido como Forma de fazer Lobisomen. Uma pena eu não ter uma imagem do amizade para compartilhar, pois a semelhança é realmente muito grande.

Voltando ao podcast, eu diria que até que é bom, mas é meio paradão e não tem muito a ver com seus sets costumeiros. Aliás, numa apresentação do Koze lá no D-Edge fiquei mais louco que o Sven Väth, certa vez. Culpa da mistura do som do cara com aquela famigerada substância que tem sido alardeada como menos nociva que o bom e velho amendoim.
OBS: Fiquei mais louco que o Väth, mas não a ponto de beijar o Richie Hawtin, nem nenhum outro peludo, como o grandpa do techno às vezes costuma fazer.

E o Koze disse o seguinte ao RA sobre o podcast: "I wanted to do a mix like a good radio show. It's more to listen than to dance, but who's dancing to the internet?" Não entendi muito bem o que ele quis dizer ali no final, não. Ou o inglês dele não é dos melhores ou sou eu que tenho que voltar às aulas na Mooca Idiomas. Uórever...

Tá aí de qualquer forma para ser downloadeado sem a necessidade do Itunes por quem se interessar. Segue também o link com a tracklist e uma pequena entrevista feita pelo site em que ele declara estar atualmente trabalhando num remix para o Audion: interview + tracklist.


DJ Koze - RA Podcast 145 (download)


E falando em sets e podcasts, vale lembrar que teremos 2 Essential Mixes dos mais interessantes agora em março. Dia 21 o programa da BBC será comandado pelo bom produtor germânico Marc Romboy, e na semana seguinte pelo arquiteto/DJ/produtor from Brazil Gui Boratto. Ele que disse num fórum do Rraurl, em dezembro passado, sob a resenha que escrevi do disco do Heartthrob, que as produções do selo M-nus são desprovidas de "musicalidade". Não vi essa musicalidade toda no disco que ele acabou de lançar - Take My Breath Away - e nas vezes que o vi tocar, suas apresentações não passaram de medianas. Entretanto, estou curioso para ouvir o que o mais bem sucedido deejay and producer do país irá soltar no programa do chato do Pete Tong lá na Radio One.

Abaixo, um vídeo estrelando o Kozalla que dizem que se você fala alemão it's funny as hell!

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

RMC

Começou ontem no Rio a primeira edição do RMC, ou Rio Music Conference, primo pobre (paupérrimo, na verdade) da norte-americana Winter Music Conference (WMC) e da South American Music Conference, que ocorre anualmente em Buenos Aires. Dediquei um post no ano passado ao WMC explicando como é o evento que acontece durante o inverno da quente Miami.

A versão carioca é semelhante às duas outras no que diz respeito às discussões sobre os caminhos a serem trilhados pelo tuts tuts e as novas tecnologias da área, mas mandaram DJs gringos de quinta categoria para animar as muitas festas relacionadas ao RMC que ocorrerão na cidade maravilhosa. Escolhas típicas de gente que não entende muito (ou nada) do assunto. Com exceção do Sven Väth, que anda meio sem criatividade ultimamente e aposto que vai tocar em seu set apenas faixas de seu disco The Sound of The Ninth Season, do ano passado, os demais são atrações ou pra Pachá (entenda-se Morillo, Van Buuren, David Guetta e similares) ou pra uma festa do naipe daquela horrorosa Spirit of London (entenda-se o pessoal do D’n’B).

Vale dizer que as duas versões gringas citadas são inundadas por atrações classe A. Sobram quantidade e qualidade.

E como não poderia deixar de ser, os organizadores abusaram daquelas apresentações ridículas e mentirosas para suas “estrelas”, com o intuito de atrair o maior número possível de analfabetos em música eletrônica como aqueles apreciadores de axé que não puderam dar um pulo até Salvador para curtir os festejos de momo. Guetta, por exemplo, é chamado de “O MAIOR NOME DA HOUSE MUSIC MUNDIAL”. E eu provavelmente vivo em outro universo.

Mas confesso que minha maior expectativa a propósito do evento diz respeito ao Erick Morillo, o DJ americano de house farofa com visual de cantor de salsa que foi preso no final do ano, na Escócia, portando uma certa quantia de farofa num aeroporto. Tô louco pra saber se ele vai querer dar uma subidinha em algum morro carioca para farejar o ambiente.

Mas como em Glasgow ele pagou fiança e foi solto rapidinho, aqui as coisas seriam ainda mais simples pro DJzão mais brega do mundo. Resta, então, minha torcida para que instituam o quanto antes o Dubai Music Conference e que, obviamente, escalem o Morillão pra tocar. E que ele não tenha a mesma sorte do Grooverider! (a história do Grooverider here)

Morillo sempre na moda e a caminho do morro.


PS: A foto acima é certamente a mais queima filme que já postei nesse blog. Mas acho que ela expressa com exatidão what I’m talking about.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Perfect Timing

Ele já tocou no Skol Beats, no D-Edge e até mesmo numa XXXperience. Nesta última certamente por terem achado que devido a sua nacionalidade ele tocava psy trance. Presença constante em São Paulo, o israelense Guy Gerber começou bem 2009. Soltou, em janeiro, o single Timing pelo Cocoon, composto por 2 ótimas faixas. O rapaz do país que não se relaciona muito bem com os vizinhos e que ontem votou para eleger seu novo premiê, tem uma certa tradição em lançar boas faixas. Nos últimos anos saíram Belly Dancing, Sea of Sand, My Space, Late Bloomers…

O techno Timing parece uma evolução da faixa My Space que Gerber lançou em 2007. E Timing foi uma boa companhia para minha corridinha matinal de ontem, powered pelos meus novos fones de ouvido.

O lado B traz uma faixa mais minimal cujo nome, Guilty Pleasure, soa como uma homenagem aos obesos assaltantes de geladeira. Para a Phonica Records, a música "is a great chuggy number. After the break lots of noises and fx kick in and it's a true party number. "

*Nota do Cow: 4.1 (out of 5)

Guy Gerber - Timing (download)

Guy Gerber - Guilty Pleasure (download)

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mateus está de volta

E o primeiro post de 2009 chega sem muita originalidade. Tudo porque traz um DJ set de 2008 e fala sobre um cara que tem cansado de aparecer por aqui. Mas se falta autenticidade sobra qualidade, já que o Essential Mix que Matthew Dear conduziu na BBC em março do ano passado segue para download aproveitando que ele toca amanhã no D-Edge. Pelos meus cálculos, trata-se da 3ª vinda do norte-americano a São Paulo. As outras foram no Sónar/Nokia Trends, em 2004, e também no nightclub da Barra Funda no começo de 2006, ocasião em que estive presente e que falei a respeito no post Jabberjaw e a Kompakt Total 8 do ano que ficou pra trás. Enjoy!

Matthew Dear - Essential Mix 03/2008 (download)

Tracklisting:


Programme Intro
Matthew Dear ‘Dom & Sheri’ (Ghostly)
Hot Chip ‘No Fit State (Audion Mix)’ (EMI)

Marco Da Mata & Elle ‘Circling Dub’ (Acid Milk Recordings)
Santizzo, Makka ‘Goom’ (Supernova Digital)
Dapayk & Padberg ‘Theiss (Guido Schneider Remix)’ (Mos Ferry)
Guillaume & The Coutu Dumonts ‘My Main Man (Flying Filter Edit)’ (Hartchef Discos)
Reboot ‘Clear Motion’ (Below)
Reboot ‘Be Tougher’ (Cadenza)
E-Contact ‘Frozen Girls’ (Stock5)
Raz Ohara & The Odd Orchestra ‘Kisses (Over Temperature Mix I)’ (Get Physical)
Prompt ‘Evolve’ (7Noise)
Michael Ho ‘Break Free (feat. Lil Dirty)’ (Moon Harbour)
Prompt ‘Elephant’ (7Noise)
Supermayer ‘The Art of Letting Go (Ewan's The Art of Getting Low Dub)’ (Kompakt)
Ryo Murakami ‘Rise’ (Dessous Records)
Rozzo ‘I Wish I Was a Black Cat’ (Trackdown Records)
Jichael Mackson ‘Schnurz’ (Hartchef Discos)
Tim Woestenenk ‘Sunset Love’ (Quagmire)
Elflein & Fox ‘Map (Liebe Ist Cool Remix)’ (Synket)
D-Nox & Beckers ‘Shanghigh (Minilogue Remix)’ (Electribe)
Seth Troxler ‘Love Never Sleeps’ (Crosstown Rebels)
Life Lessons ‘Lee Curtiss’ (Unreleased)
Marc Neyen ‘Mad Suit (Pheek Remix)’ (Archipel)
Jichael Mackson ‘1000 Bugz feat. Blimp’ (Stock5)
Reboot ‘Tony Der Schieber’ (Combi Int.)
Kreon ‘Shake N Make (Reboot Remix)’ (Below)
Alka Rex ‘Ghost Convertibles’ (Musique Risquee)

Mat e seu Mac longe do conforto de um nightclub

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

2008... The best of

Seguem algumas de minhas preferências eletrônicas no ano prestes a se encerrar:


Melhor DJ: Phillip Sollmann, von Deutschland. Ele que é mais conhecido como Efdemin. Eu diria que desde 2007 esse DJ e produtor com nome de remédio pra dor de estômago tem protagonizado os melhores DJ sets por aí.


Melhor Produtor: O melhor produtor do ano vem de Hamburgo, a terra do hambúrguer. Trata-se de Stefan Kozalla e sua cara de oficial nazista (nem mesmo o bigodinho hitleriano é dispensado). Ele que é uma estrela da Kompakt e atende pelo vulgo de DJ Koze. Quando elaborei a resenha do Body Language 7 disse que suas 2 faixas presentes no disco (Zou Zou e I Want to Sleep) seriam presença certa nas listas de melhores do ano. Dito e feito. I Want to Sleep foi considerada nada menos que a melhor faixa de 2008 pela cúpula do Resident Advisor. E Zou Zou aparece também bem ranqueada no Top 30 deles. Ponto pro Koze, ponto pro Cow!



Nazi Koze



Melhores Músicas: I Want to Sleep e Abudinga (DJ Koze), Blind (Hercules & Love Affair), Promises (Pigon), Diva (Sebo K), That Beats Everything (Shed), Incognito (Radio Slave), Tight Laces (Loco Dice), Deadman (Solomun)…Vale dizer que não necessariamente nessa ordem e há ainda espaço para algumas outras que não pude me lembrar.


Melhor RA Podcast: Muita gente boa passou por lá, mas pouquíssimos agradaram. Meu voto vai sem muita convicção para aquele conduzido em julho pela dupla Pigon, da qual faz parte ninguém menos que Efdemin.

Melhor Essential Mix: Assim como nos podcasts do RA, a BBC escalou muita gente de primeira para comandar as 2 horas semanais do EM. Teve Audion, Luciano, Booka Shade, Loco Dice, Flying Lotus... E quando eu estava prestes a deixar esse espaço em branco e não coroar nenhum EM como the best of 2008, os veteranos escoceses do Slam vieram com um excelente mix de techno, house e suas variantes há apenas 10 dias arrebatando, assim, minha preferência. Tracklisting here.

Melhor Remix: Mais um que vem de terras germânicas. Trata-se da parceria de dois cidadãos que não aprecio muito. O gorducho feioso de cabelo chanel Robert Babicz, que inclusive vi tocar num decepcionante Mothership no ano, e o fuck face veterano Joris Voorn. E do casamento dos dois veio o Magnolia mix produzido por Voorn para a faixa Dark Flower, do Babicz. Um techno tranceado da melhor qualidade.




Robert Babicz - Dark Flower (Joris Voorn Magnolia Mix) (download)


Melhor DJ set: Efdemin, na festa de aniversário do Vegas. Como não poderia deixar de ser, veio do cara que escolhi como o melhor disc-jockey do ano.


Melhor Live: A dupla alemã Extrawelt num Mothership, no D-Edge. Confesso que estranhei a repercussão quase nula dessa noite na “imprensa especializada”.


Melhor Compilation: Não consigo apontar apenas uma. Gostei do Boogy Bites da Ellen Allien, do Watergate do amigo dela, Sascha Funke, e o CD 02 apenas do Sound of the Ninth Season, do vovô-garoto Sven Väth. Coincidência, ou não, dá-lhe alemãozada novamente.


Melhor Álbum: Essa eu passo.


Melhor Nightclub: D-Edge. Apesar de apresentar certos defeitos não há a menor condição de eleger outro lugar.


Melhor Sneaker Brand: Sempre ela, a nobre marca nascida em Massachusetts, o novo balanço aka New Balance.


Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

E o Troféu Heater 2008 vai para...

Orbitalife, de Johnny D! Heater, para quem não sabe ou não se recorda é aquela insuportável faixa da sanfona lançada pelo selo Get Physical pelo produtor alemão Samim, aquele do bigodinho. No ano passado, de forma inexplicável, Heater figurou entre as faixas mais vendidas do Beatport, apareceu no idôneo top 30 anual do Resident Advisor e foi tocada por uma quantidade incalculável de DJs de primeira linha. Sem fazer o menor esforço, me recordo de antemão de sets de Sven Väth, Dominik Eulberg e M.A.N.D.Y. que continham a maldita sanfoninha de Heater.

Pra completar, comprovando ser realmente ruim, a faixa caiu no gosto de nossas FMs farofa também. Não por acaso, cansei de presenciar aquela típica fulerada conduzindo seus carros tunados pelas esburacadas ruas de São Paulo sintonizados na Energia 97 ou na Jovem Pan ouvindo Heater no talo.

É óbvio que Orbitalife, descrita por mim no post Body Language Vol. 7 Mixed by Matthew Dear como uma “faixa house que fica longe de exprimir o que há de melhor no estilo e que, de quebra, vem acompanhada de um suave, porém azucrinante vocal, que parece insinuar que a voz de Ed Motta vai entrar em ação”, não teve em 2008 o mesmo impacto que teve Heater em 2007, além de não apresentar nenhuma semelhança com a produção do Samim. Entretanto, a faixa que é muuuuuito desagradável, além de ter constado em charts de inúmeros DJs de respeito no decorrer do ano, apareceu ainda em compilações assinadas por Luciano (Fabric 41), Sven Väth (The Sound of The 9th Season), Matthew Dear (Body Language 7) e no álbum de celebração dos 10 anos do Circo Loco @ DC-10. E não duvido que tenha saído em alguma outra que eu não fiquei sabendo.

Desta forma, por mais ter se aproximado do fenômeno que foi Heater em 2007, Orbitalife (que foi lançada pelo selo Oslo) leva de lambuja o troféu Heater em 2008. Ah, acabei de constatar que ela está no recém-divulgado Top 30 de 2008 do RA. E ocupa nada menos que a 5ª posição do ranking.



Eis o pai da criança, o alemão (alemão mesmo?) Joãozinho D, que em 2008 deu as caras no D-Edge numa quinta-feira de outubro.


Segue a pérola de 2008 para download. Quanto a Heater, me recuso a disponibilizar. Até porque deletei essa merda do meu computador faz tempo. E dentro de breve Orbitalife deverá seguir o mesmo caminho...


Johnny D - Orbitalife (download)


PS: A faixa tech-house Una Pena, do alemão Stimming, merece uma menção honrosa também. A música é acompanhada por um vocal em español que parece feito sob medida para o acordeón de Heater. Apesar de também ter figurado no top 30 do RA, ela felizmente não caiu no gosto de muitos DJs durante o ano e assim acabou alijada da disputa do troféu Heater 2008.

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

RA Top 100

Não costumo dar muita atenção para rankings em que a subjetividade impera de forma marcante. Os de DJ costumam ser um grande exemplo disso. Vide aquela porcaria divulgada anualmente pela DJ Mag inglesa que me recuso a tecer qualquer comentário a respeito. O site Resident Advisor, no entanto, que costuma eleger todos os anos os melhores DJs, faixas, álbuns, etc por meio de seu staff + colaboradores mudou o esquema em 2008.

Os DJs deixaram de ser eleitos pelo pessoal do site apenas e passaram a ser escolhidos pelos usuários também. E como além de ser muito bom o site parece ser freqüentado majoritariamente por pessoas que entendem do assunto, a pesquisa teve um resultado interessante. Com exceção da presença de Sasha e Digweed nas posições de número 05 e 04 respectivamente, a maioria das demais posições até que são merecidas, ou pelo menos aceitáveis. Se bem que Dixon e Lee Burridge no top 10 também é dose...

Tranceiros como Tiësto, Van Buuren e Van Dyk não chegaram a ser colocados em seus devidos lugares (que seria a exclusão da lista), mas figuram bem longe das primeiras posições. Surge, enfim, um ranking de DJs digno de alguma credibilidade.

Top 20:

20. Carl Craig
19. Radio Slave
18. Adam Beyer
17. Loco Dice
16. Efdemin
15. James Holden
14. Matthew Dear
13. Danny Howells
12. Dubfire
11. Marcel Dettmann
10. Lee Burridge
09. Magda
08. Dixon
07. Laurent Garnier
06. Sven Väth
05. Sasha
04. John Digweed
03. Luciano
02. Richie Hawtin
01. Ricardo Villalobos

Number 1 e Number 2 com seus looks ultra-modernos.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Quem é o pintor?

O ano era 2006, e embora membro do mais que conceituado selo M_nus, faltava algo para que o DJ e produtor norte-americano Jesse Siminski despontasse para valer no cenário da música eletrônica. E ele conseguiu. Siminski lançou uma daquelas faixas que qualquer DJ e produtor se orgulharia de chamar de sua: a melódica, minimalista, nebulosa e ao mesmo tempo cheia de autenticidade "Baby Kate". E a estrondosa faixa que teve como inspiração, segundo o próprio autor, a problemática modelo Kate Moss e foi tocada a exaustão em clubes e festivais mundo afora pelos mais variados DJs, bastou para que Jesse Siminski, ou simplesmente Heartthrob, conquistasse a atenção, e os ouvidos de inúmeros seguidores da música eletrônica. E as conquistas pelo jeito são com ele mesmo. Ironias à parte, em bom português, "heart throb", apelido conferido a ele pela colega Magda, tem o significado de algo como "galã conquistador de corações."

E após continuar lançando outras faixas de respeito e colaborando ora em produções, ora em remixes do pessoal do selo (destaque para as parceiras com Troy Pierce e Gaiser), em 2008 chegou a hora de Hearthrob lançar seu primeiro álbum. E como um dos poucos membros do M_nus a não residir em Berlim (devido a questões amorosas, o conquistador vive em Paris), Heartthrob rumou para a capital alemã disposto a ouvir alguns pitacos finais do chefe Richie Hawtin antes de concluir o trabalho. E eis que veio Dear Painter, Paint Me, álbum cujo título um tanto quanto curioso foi emprestado de uma série do pintor germânico Martin Kippenberger (1953-1997) e que foi definido como autobiográfico por Heartthrob.

Mas se 2008 viu Heartthrob debutar na produção de álbuns, viu também diversos DJs e produtores de minimal techno mostrarem-se cansados do som que os projetou ao sucesso partindo com tudo em busca de sonoridades mais próximas da house, com alguns tendo até mesmo a ousadia de cuspir no prato em que comeram soltando refrões como "basta já de minimal" por aí. Mr. Hawtin e seus pupilos, por outro lado, mantiveram-se fiéis ao minimalismo que fez do M_nus talvez a maior referência do estilo, conservando a coerência e a originalidade sempre presentes nos dez anos de existência do selo.

E como um dos maiores expoentes do M_nus na atualidade, Heartthrob segue à risca os mandamentos do label nas oito faixas que compõe Dear Painter, Paint Me sem, contudo, deixar de dar ênfase às marcas registradas que caracterizam suas próprias produções: faixas extremamente melódicas, sombrias e repletas de variações. E com todas essas características presentes, o techno "Futures Past" abre o álbum dando uma boa demonstração do que está por vir.

"Signs", a faixa de número três, foi a primeira a ser divulgada, já que saiu como single em maio, um pouco antes do lançamento oficial do álbum em 30 de junho último. Seguindo a linhagem de "Baby Kate" e em alguns momentos se confundindo com uma produção assinada por seu conterrâneo Audion, "Signs" logo ganhou cadeira cativa nos sets de Richie Hawtin devido à alta aceitabilidade do público.

O ponto mais alto de Dear Painter, Paint Me, no entanto, talvez seja alcançado logo na faixa que antecede "Signs": a excelente "Confession." Com mais de dez minutos de duração, a segunda música do álbum é um minimal techno dos mais sombrios, carregado de momentos hipnóticos.

"Blind Item" é outra que merece atenção. De estrutura mais simplificada, a faixa segue uma linha diferente das demais deixando o minimal de lado e se aproximando um pouco mais do que se pode chamar de tech-house.

Na seqüência, vem as complexas e cheias de efeitos "Interference" e "Slow Dance", ambas produções facilmente associáveis a Heartthrob. E se o álbum é realmente autobiográfico, a música que melhor personifica isso, ao menos quanto ao título, parece ser a derradeira "Heading for a Heartbreak". A melancolia, entretanto, fica restrita apenas ao nome da faixa minimal que põe fim ao consistente álbum de estréia do produtor norte-americano em grande estilo.

E Heartthrob se apresentou ontem em São Paulo, no D-Edge, como parte das celebrações dos dez anos do M_nus completados em 2008. Apresentação esta que deve ter sido um live, já que ele raramente se apresenta em DJ sets. Ótima oportunidade, portanto, para os paulistanos que se habilitaram a ir até a Barra Funda verem de perto o que há de melhor em Dear, Painter, Paint Me.

Tracklist:
1. Futures Past (download)
2.Confession (download)
3. Signs (download)
4. Out of Here (download)
5. Blind Item (download)
6. Interference (download)
7. Slow Dance (download)
8. Heading for a Heartbreak (download)

Esse texto encontra-se desde ontem, dia 02, no sítio rraurl: Dear, Painter, Paint Me by Cow Molester

Segue também um link de uma entrevista dada por Jesse Siminski ao site Resident Advisor em 2007 e que eu achei enquanto pesquisava a world wide web para elaborar a resenha. A entrevista começa logo com uma resposta bombástica do garanhão americano!


Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Nightclubs X Festivals

Não fui ao Skol Beats, mas dizem que ficou ainda aquém das previsões já não muito boas que fiz no post Skol Beats 07/08. Também não fui ao Planeta Terra apesar de haver algumas bandas que eu gostaria de assistir. No quesito música eletrônica, entretanto, bastou a divulgação do line-up para constatar o lixo que estava por vir. Não precisava nem ter esperado o festival acontecer. Mylo seria boa atração caso estivéssemos em 2005. Felix da Housecat seria em 2003, 2004 no máximo. Aliás, eu vi esse cara tocar no começo de 2006, em London, e ele soltou um monte de música da Miss Kittin dentre outras faixas electro do mesmo naipe, todas de um disco dele acho que de 2003. E li no Rraurl que ele tocou todas essas faixas novamente. O cara pelo jeito não evolui. Belo enganador esse sujeito. Suas semelhanças com o Carl Cox parece que não são apenas físicas. E em cima da hora ainda escalaram o francês Sebastién Léger para o evento. Ele que não passa de um nome não-psy pra essas XXXperiences da vida.

Ah, e o blogueiro Lúcio Ribeiro, bem descrito neste blog no post Os festivais do 2º semestre e a credibilidade deste blog, escreveu que o set do Housecat foi um dos pontos altos do Terra. Eu sabia que esse cara não manjava muito de música eletrônica, mas também não imaginava que ele era pior que o Thiago Ney.

Sobre o Tim Festival, cujas atrações eletrônicas também desapontaram forte, minhas impressões saíram no post TIM Fe$$$$$$tival.

O Nokia Trends, que surgiu em 2004 em parceria com o barcelonista Sónar e trouxe naquele ano inaugural LCD Soundsystem, Matthew Dear e Villalobos, entre muitos outros, até 2006 era de longe o melhor festival brasileiro de música, unindo atrações de 1ª linha e estrutura de primeiríssimo mundo. Infelizmente, no entanto, o Nokia despencou ladeira a baixo em 2007 e o line-up já divulgado para esse ano consegue ser ainda mais desprezível: Bomb the Bass, N.A.S.A., Kid Sister, Z-TripRoots Rock Revolution e mais alguns sem importância. Basicamente trocaram eletrônica e rock por hip hop experimental. Triste.

O que teve de melhor até aqui em 2008 foi a festa de aniversário do Vegas, que nem festival era, mas que reuniu 4 DJs gringos da melhor qualidade, com 3 deles vindo ao nosso Brasil brasileiro pela primeira vez (Efdemin, Pantha du Prince e Ewan Pearson).

Mas o que ficou claro nesse ano é que quem quiser ouvir tuts tuts de qualidade tem que rumar para um nightclub. E se ele estiver localizado na Alameda Olga, 170, melhor ainda! Tá certo que desde sua abertura o D-Edge nunca deixou de trazer grandes nomes à cidade de São Paulo, mas em 2008 a casa do Chorão da Barra Funda superou qualquer limite. Passaram por lá até agora: DJ T, Extrawelt, M.A.N.D.Y., Ricardo Villalobos, Guy Gerber, Radio Slave, Dominik Eulberg, Marc Romboy, Robert Babicz, Steve Bug, Pig & Dan, Solomun, Tigerskin, Swayzak, Cobblestone Jazz, Spirit Catcher, Prins Thomas, Konrad Black, Anja Schneider, Gregor Tresher, entre muitos, muitos outros...

E por incrível que pareça ainda tem mais. Li essa semana que várias atrações do selo M_NUS, que completa 10 anos de vida em 2008, passarão por lá antes do fim do ano. Dia 29/11 tem Troy Pierce e John Gaiser, dia 02/12 tem o chefe Richie Hawtin mais o Heartthrob, e pra finalizar, no dia 09/12 o local receberá Marc Houle, o porteño Barem e a Polish girl Magda. Magdavilha!

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Body Language Vol. 7 mixed by Matthew Dear

Desta vez ele não aparece como Audion, False, Jabberjaw e tampouco com sua banda Big Hands, que acabou de iniciar uma turnê pelos EUA e Canadá. Matthew Dear, o hiperativo DJ e produtor texano que fez o nome em Detroit e que mais recentemente se debandou para Nova York, deixa seus muitos alter egos de lado para comandar com seu nome de batismo a edição de número 7 da jovem, porém prestigiosa compilação Body Language, do selo berlinense Get Physical.

E se na capa da compilação Matthew paga de estiloso posando com um legítimo Ray-Ban dos anos oitenta, o som, além de mais atual reflete com precisão a música eletrônica do ano em que estamos. Comprovando essa tese, o dono dos selos “Spectral Sound” e “Ghostly International” não economiza em hits que certamente estarão presentes nas listas de favoritos do ano que já pululam com a proximidade do fim de 2008. Vale citar “Zou Zou” e “I Want to Sleep”, produções tech house do germânico DJ Koze, que não por acaso figuram na compilação anual do selo Kompakt, a Total 9. Há ainda “Orbitalife”, de Johnny D, faixa house que fica longe de exprimir o que há de melhor no estilo e que, de quebra, vem acompanhada de um suave, porém azucrinante vocal, que parece insinuar que a voz de Ed Motta vai entrar em ação. Trata-se de uma daquelas músicas de qualidade duvidosa que de maneira inexplicável, volta e meia caem no gosto de DJs de primeira linha.

No mix de cerca de 1 hora e 15 minutos extremamente voltado para a pista, Dear abandona por completo o techno minimalista normalmente impregnado em sua faceta mais atuante, a de Audion, e mergulha nas profundezas da house music. E toda essa profundidade se traduz na execução de várias faixas deep house. Dear, contudo, não abre mão por completo do techno, que aparece, entretanto, de forma muito mais suavizada, em faixas que podem, no máximo, serem rotuladas como tech house (como o par do DJ Koze mencionado acima). Sob nenhum dos seus conhecidos pseudônimos, Matthew Dear costuma enveredar para a house music com tamanha intensidade, mas quando lançou, no ano passado, o álbum “Asa Breed” apenas com produções de sua autoria (o 3º assinando como Matthew Dear), pode-se notar que o namoro desse nativo do Texas com o estilo musical oriundo de Chicago estava engrenando. Tecnicamente, como de costume, Dear beira a perfeição. Há, porém, um certo excesso de deep house e os primeiros 40 minutos do disco são marcados por mais momentos baixos do que altos, com a predominância de faixas pouco marcantes e até certo ponto repetitivas, com vocais bastante semelhantes.

E é a desorientadora “Zou Zou” que dá início à melhor seqüência do disco assim que entra em ação. A partir daí, seguem faixas mais encorpadas, com destaque para um remix cortesia de Sascha Dive para “Hamlin”, faixa deep da dupla Two Armadillos; “Doctor of Romance” e seus vocais hipnóticos, do produtor de Detroit Seth Troxler; e mais uma excelente produção de DJ Koze, a mais house do que techno “I Want to Sleep”.

Antes de encerrar, ainda há tempo para a apenas mediana “Free to Ask”, elaborada por Matthew Dear especialmente para esse volume da Body Language, e na seqüência, para concluir o álbum, uma antiga faixa cujo nome não poderia ser mais emblemático: “Get Deep”.

Num ano em que até mesmo a tradicional compilação anual de um dos bastiões do minimal techno, a Kompakt, escancarou as portas para a house music, não é de surpreender que um produtor de tantas personalidades como Dear também o tenha feito. E se o disco não traz o mesmo brilho de seus trabalhos mais voltados para o techno, e é capaz até mesmo de gerar um certo desapontamento em seus seguidores mais fiéis, é sem dúvida bom o suficiente para figurar entre as melhores compilações lançadas pelos grandes selos em 2008.


Tracklist:
01. Dinamoe - The Green French One
02. Kalabrese – Cityblues
03. Sascha Dive - Street Life (Samuel Davis Dark Groove Remix)
04. Kid Sublime - Basement
05. Johnny D – Orbitalife
06. Martinez – Retrospective
07. Diz - No Way
08. Johnny D – Tramodyssee
09. Mlle Caro & Franck Garcia - Dead Souls (Radio Slave Long Distance Kiss Mix)
10. Prompt - Ambee
11. DJ Koze - Zou Zou
12. I:Cube – Gtnup
13. SoulPhiction - Traffic Lights
14. Two Armadillos - Hamlin (Sascha Dive's Secret Dub)
15. Seth Troxler & Patrick Russell - Doctor of Romance
16. Even Tuell - Untitled B1
17. DJ Koze - I Want to Sleep
18. Basti Grub - Baaa Niii
19. Matthew Dear - Free To Ask (Body Language Exclusive Track)
20. Lorenzo - Get Deep

O álbum foi lançado oficialmente na última sexta, dia 24. E essa resenha elaborada pelo Cow Molester está desde segunda-feira, dia 27, no sítio Rraurl. Segue o link: Body Language Vol. 7 by Cow Molester.

Aí vai o link para download da compilation também: Body Language Vol. 7 mixed by Matthew Dear (download)

Nice sunglasses, dear Matthew!

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

1 Ano de Vida

Dezesseis de outubro de dois mil e oito, dia de celebrar. Não apenas porque acabei de verificar que a milionária restituição do IR caiu na minha conta-corrente, mas principalmente pelo fato de que a exatos 365 dias este blog era inaugurado com seu very first post, um mero top 10 que mal indicava o que estava por vir.

Para comemorar, aí vai o útlimo podcast do site XLR8R para download. Um set que traz o DJ americano de techno Derek Plaslaiko prestando uma homenagem a seu conterrâneo Matthew Dear. São tocadas apenas faixas produzidas ou remixadas pelo dono da "Spectral Sound" e da "Ghostly International", ora sob alguns de seus pseudônimos (Audion e False, no caso), ora sob seu nome de batismo. E eu garanto que o podcast é muito bom. Feito sob medida para o 1º aniversário do Blog do Cow Molester.

All Things Matthew Dear by Derek Plaslaiko - XLR8R Podcast (download)

Tracklisting
01 Matthew Dear "Don't Go This Way" (Ghostly)
02 Matthew Dear "Fleece On Brain" (Ghostly)
03 False "Sink The Ship" (Minus)
04 Hot Chip "No Fit State" (Audion Remix) (EMI)
05 Ellen Allien "Out (Audion's Out For Infants Mix)" (Bpitch Control)
06 Matthew Dear "Hammers" (Spectral)
07 Matthew Dear "Pinch & Pillage" (Spectral)
08 Matthew Dear "Dog Days" (Spectral)
09 Matthew Dear "Stealing Moves" (Spectral)
10 Audion "Snap Into It" (Spectral)
11 Audion "Bees Please" (Spectral/Unreleased)
12 Audion "OWT" (Spectral/Unreleased)
13 False "You Wouldn't" (Minus)
14 Matthew Dear "Anger Management" (Spectral)
15 Audion "Kisses" (Spectral)
16 Matthew John "Olga Dancekowski (Audion's Paradise Cafe Mix)" (Trampolin)
17 Matthew Dear "It's Over Now" (Spectral)


Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Frase da Semana

"O d'n'b não morreu mesmo! Fontes fidedignas me revelaram que no ano que vem os headliners do Skol Beats serão Marky & Benga, num dueto memorável entre os "Pelés" do d'n'b e do tão chato quanto (e da mesma família) dubstep. A tenda parece que terá o nome sugestivo de Marky loves Benga."

De Cow Molester, ironizando as viúvas do drum'n'bass que resistiam em aceitar a morte desse estilo tão supimpa da música eletrônica, num fórum do site Rraurl sobre o fracassado Skol Beats.
Que Marky e seus muitos fãs me perdoem caso minhas palavras tenham soado homofóbicas! E pra quem ainda não conhece, Benga é esse jovem aí embaixo.


Hi, I'm Benga! (click here and get to know more about me)

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Skol Beats 07/08

Sábado tem mais uma edição do Skol Beats, dessa vez de “cara nova”, já que o formato será mais enxuto e diferentemente das edições anteriores, esse ano o festival ocorre no 2º semestre. Mas a verdade é que não mudou muita coisa não e em meio aos habituais tranceiros sem qualidade e estrelas do atualíssimo gênero drum’n’bass cujos nomes não merecem qualquer menção, as únicas atrações que me agradam, conforme eu havia afirmado no post Os festivais do 2º semestre e a credibilidade deste blog, de julho, são Justice, Digitalism e o Ali Dubfire. Na verdade elas realmente agradariam se estivéssemos no ano de 2007, já que foi esse o ano do auge das duplas Digitalism e Justice. Não por acaso, ambos protagonizaram Essential Mixes em 2007 (foram DJ sets e não live) e é triste dizer isso, mas não agradaram nenhum pouco. O Dubfire, que longe de seu irmão toca e produz um som que nada tem a ver com a house music pachazera de seu Deep Dish, também estrelou um EM em setembro de 2007 na BBC e o dele foi, de longe, o melhor dos 3.

Aproveitando, então, esse Skol Beats 2008 com sabor de 2007, seguem para free download os EMs dos franceses metidos a moderninhos do Justice, dos alemães do Digitalism e do norte-americano de origem iraniana Dubfire. Enquanto isso eu decido se irei ou não ao Anhembi ver o Justice "do the D.A.N.C.E." sabadão.

Justice - Essential Mix 06/07 (download)


Digitalism - Essential Mix 07/07 (download)


Dubfire - Essential Mix 09/07 (download)


Vale dizer que considero o francês Agoria e o o paulistano Gui Boratto atrações de qualidade, mas como ambos se apresentam constantemente por aqui prefiro deixá-los de fora da minha lista de headliners. Abaixo, a dupla Digitalism em ação no germânico Melt! Festival de... 2007!


Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

TIM Fe$$$$$$tival

Quer ver Kanye West, Neon Neon, The Gossip, Klaxons, Junior Boys, Dan Deacon, Gogo Bordello, Switch, DJ Yoda, Cérebro Eletrônico, The National e MGMT? Eu não, mas se você quiser, terá que desembolsar R$ 610,00. É esse o preço para quem quer ver, em São Paulo, todas as atrações daquele festivalzinho cada vez mais meia-boca daquela operadora de telefonia móvel sem-vergonha com a qual estou prestes a romper relações conhecida por TIM. Como já deixei de ser estudante e não estou com saco pra correr atrás de falsificações é isso o que eu teria que desembolsar. E a quem possa interessar, as vendas começaram ontem.

Das atrações citadas acima, eu até que gostaria de ver o Gossip da gordelícia Beth Ditto e, principalmente, o MGMT. Acontece que o primeiro toca no dia 23 de outubro com outras 2 bandas e a noite custará R$ 150,00. O MGMT, por sua vez, se apresenta em 25 de outubro juntamente com 2 outras bandas e o ingresso é também R$ 150,00. R$ 300,00 é muita coisa pra ver 1 banda mais ou menos e outra que eu até gosto, mas...

Aliás, eu posso até estar equivocado, mas no meu conceito, essas apresentações desmembradas em várias noites custando pequenas fortunas cada não podem ser chamadas de Festival. Pelo menos não é assim que funciona no resto do mundo e mesmo com os outros festivais de música que acontecem aqui no país.

Ah, esqueci de mencionar que terão ainda as noites das atrações “cabeça”, como o jazzista Sonny Rollins, Bossa Mod e o hermano Marcelo Camelo, que custarão outros R$ 780,00. Isso mesmo, R$ 1.390,00 no total. É preço pra magnata russo radicado em Londres nenhum botar defeito.

Quanto você pagaria para ver essa beldade semi-nua se esgoelando em cima do palco?

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

1.000 Noites

Dando início às grandes atrações que o D-Edge irá receber até o final do ano, a noite Mothership desse sábado contará com as presenças do alemão Gregor Tresher, que costuma lançar a maioria de suas faixas sob o selo Cocoon, e do sueco Joel Mull.

Não poderei ir até a Barra Funda no sábado, mas não será por isso que deixarei de compartilhar com os leitores desse blog e com os muitos gringos sedentos por downloads que freqüentemente caem de pára-quedas por aqui via Google, algumas ótimas músicas do produtor germânico. As 3 primeiras são do álbum "A Thousand Nights" lançado em 2007. As demais são um pouco mais antigas e o RA Podcast é de dezembro de 2007.


Gregor Tresher - A Thousand Nights (download)

Gregor Tresher - Black Rain (download)

Gregor Tresher - Running Systems (download)

Gregor Tresher - Full Range Madness (download)

Gregor Tresher & Guy Gerber - Open the Gates (Deetron remix) (download)

Gregor Tresher - RA Podcast 083 (download)


Por fim, segue também o link do chart que ele elaborou para o Resident Advisor no mês de agosto: Gregor Tresher's August 2008 Top 10.


Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Freedom

Deu em vários sites e blogs nos últimos dias. Grooverider, aquele inglês, DJ e produtor de drum'n'bass que foi preso em novembro de 2007 ao tentar adentrar o Emirado de Dubai portando umas graminhas de maconha no bolso do casaco e, de quebra, alguns videozinhos de pornografia na mala, foi perdoado pela família real de lá e libertado da prisão. A maconha, assim como qualquer outra droga e até mesmo bebidas alcoólicas e certos remédios, rende severas punições por lá conforme qualquer semi-analfabeto nascido numa fazendinha localizada no norte do Estado do Idaho deve saber. Como se não bastasse, a pornografia também é proibida em Dubai, e isso significa dizer que com tantos agravantes, o cidadão britânico de visual jamaicano foi em cana direto. Aliás, aproveitando para fazer um adendo, se a pornografia fosse proibida na Inglaterra eu provavelmente estaria hoje vendo o sol nascer quadrado, apesar dos raios solares serem meio raros por lá. Tudo porque em 2006, ao passar pela alfândega do aeroporto de Heathrow, em Londres, um oficial decidiu abrir e bisbilhotar minha mala assim que soube que meu vôo era procedente desse país exportador de Jeans Charles chamado Brasil. E como quem procura acha, o cara encontrou um exemplar da adult magazine "Hustler Barely Legal" num compartimento da mala em que eu não mexia havia uns 4 anos pelo menos. Mas como eu não estava em Dubai, o máximo que isso me rendeu foi uma leve vergonha.


Bom, voltando ao assunto que interessa, a notícia da libertação me fez lembrar que na época em que o episódio da prisão do Grooverider foi divulgado, nos comments do blog Bate-Estaca do site Rraurl, inventei uma historinha e falei que a os fatos tinham chegado até mim daquela forma. Se bem que algo me diz que há um fundo de verdade nessa minha versão. Segue:


"Tive acesso aos bastidores dessa história e foi o seguinte: Quando acertou sua ida pra Dubai, Grooverider ligou pra uma amigo dejota que já esteve por lá e que não era o Jonty Skrufff (o visual meio diferente desse aí faz ele ser deportado antes do avião chegar em Dubai) e pediu informações acerca do uso de drogas lá no Emirado. Foi informado por seu buddy sobre a impossibilidade de descolar weed por lá e do alto risco de entrar no país portando algo do gênero. Malandro que só ele e incapaz de passar uns poucos dias sem fumar 1, Grooverider teve a seguinte idéia: "Como a Emirates (cia aérea de lá) patrocina meu Arsenal (time de futeba de Londres do coração de Grooverider), levarei comigo uma camisa autografada por Thierry Henry para se caso der merda, eu presentear as autoridades com o souvenir." Eis que deu merda, e das grandes, e o souvenir não foi suficiente pra aliviar sua barra."


Mas como ainda existem pessoas ingênuas nesse mundo, teve gente que achou que eu realmente estava falando a verdade. Um leitor do site chamado Raul Cornejo (será que isso é nome artístico?) mordeu a isca e saiu dando alfinetadas no Cow. Eis o link da notícia + os comentários no blog: http://rraurl.uol.com.br/blogs/bateestaca/488/DJ_pioneiro_pega_quatro_anos_de_cadeia


Deixei ainda um outro comentário na ocasião, e esse sim expressava (e ainda expressa) fielmente a minha opinião sobre o caso. Segue:


"Mas a verdade é que ele tem mais é que agradecer a Alá por não ter tido o mesmo fim daquele brasileiro que entrou na Tailândia com pó escondido na asa delta (asa delta propriamente dita e não biquíni) e que foi condenado a morrer com não sei quantas chibatadas nas nádegas. Quatro anos passam rapidinho. Muito triste essa história, mas fazer o que? Se o cara é macho o bastante pra entrar num país desses portando esse tipo de substância, espera-se que tenha a mesma virilidade pra enfrentar as conseqüências. Life sucks then we die."


Bom, chega de lições de moral by Cow Molester. Apenas ressuscitei esse causo para saudar a liberdade do Grooverider e desejar que ele aproveite bastante o fumasco que lhe aguarda em seu retorno a London! Desejo também que a BBC devolva o programa que ele conduzia na Radio 1, apesar de eu considerar o ruído do drum'n'bass algo muito desagradável. Ah, e procurem evitar o turismo dubaiano!


Será que foi num desses bolsos que encontraram a substância?

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Fresh News

Navegando pela world wide web em sítios gringos dedicados majoritariamente à música "técnico", deparei-me com 3 notícias interessantes no ensolarado dia de hoje. Uma boa, uma boazinha e outra má. Muita má. E é por ela que vou começar.

Um post do site/blog Filter 27, citando o blog Teleosteopathy como fonte, revela que no Resident Advisor, meu site favorito de electronic music, os funcionários Tami Fenwick (Editor-In-Chief) e Jeremy Armitage (Managing Director) se demitiram. Tudo porque o tal do Armitage escreveu uma resenha descendo a lenha no Transitions vol. 4 mixado pelo vovô-garoto John Digweed. Até aí nada demais, até porque sem mesmo ter ouvido a compilação do prezado John eu posso assegurar que ela sucks. Acontece que o disco saiu pela Renaissance, selo que é grande anunciante do Resident Advisor, e por essa singela razão, os donos do site teriam se decidido por vetar a review elaborada pelo Mr. Armitage, que acertadamente pediu o chapéu e, de quebra, ganhou a solidariedade da colega Tami Fenwick que também se foi. Muito feia a postura do site. A partir de agora passarei a olhar para o http://www.residentadvisor.net/ com outros olhos. Aliás, esse caso me fez lembar que certa vez reparei que a esmagadora maioria das resenhas de discos, singles, etc, que lá saem são quase sempre positivas. Se tudo isso for mesmo verdade, lastimável.

Agora a notícia boa. Em muitos dos sites visitados, vi que o próximo número da compilação Fabric, a 42, já tem dono. Na verdade donos. Já que será mixada pela dupla germânica de DJs Âme. O lançamento será em setembro, mas como costuma vazar na net antes, logo logo será disponibilzada por esse blog para download.

Pra finalizar, a boazinha. Li no Ilustrada no Pop, vulgarmente conhecido como Blog do Ney, que a especulada festa de aniversário do Vegas realmente ocorrerá, e será no dia 03 de outubro. De bom vem Efdemin e Ewan Pearson. E tem ainda o LCD Soundsystem's James Murphy num DJ set.

E dá-lhe mato!

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Roarrrrr

Deejay sem muita expressão, após lançar a faixa "Roar", em julho, pelo renomado selo berlinense Get Physical, o holandês Patrice Bäumel andou causando um certo barulho (literalmente, já que "roar" significa rugido ou urro) no mundo da música eletrônica. A música, que é tida como diferente principalmente por não conter baixo ou bumbo, para mim soa meio insignificante, mas o jornalista e DJ Camilo Rocha, por exemplo, dedicou a Roar um post inteiro em seu blog no Rraurl questionando com um certo exagero se se tratava de genialidade ou fraude a composição do tal do Patrice. E como Camilo puxou a sardinha para a 2ª opção, o próprio Bäumel decidiu mandar uma resposta ao blog Bate-Estaca. Resposta muito educada, diga-se de passagem, coisa de europeu. Segue o link: Patrice Bäumel Responde.

E após Roar aparecer no top 10 do Beatport, figurar no top 50 do RA e constar em sets de DJs de estilos tão diferentes como o turkish/british Erol Alkan e o alemão DJ Hell, o site Resident Advisor decidiu conceder a seu autor a honra de protagonizar o podcast de número 115. Segue o link para download: RA. 115 Patrice Bäumel

O podcast até que é bom, mas conta com algumas faixas já um tanto quanto manjadas, como Rekorder 9.2, por exemplo, que consta no top 10 chart que elaborei para o post inaugural deste blog, em outubro do ano passado. Eis a prova: Top 10 chart for october

Ah, e a quem possa interessar, aí vai a tal da Roar para download:

Patrice Bäumel - Roar (download)


Cow Molester Apparel

Separados no Nascimento Olympics Edition

Em dezembro do ano passado, o primeiro post Separados no Nascimento estrelou figuras do mundo da música. Dessa vez, aproveitando os jogos de Beijing 2008, a 2ª edição do Separados no Nascimento é protagonizada por esportistas. Constatei outro dia a semelhança entre o maior astro dos atuais jogos, o nadador americano Michael Phelps, e o argentino ex-atacante do Corinthians Carlitos Tevez, cujo look é um mix de diabo da Tasmânia com Mogly, o menino lobo. Tevez que, por sinal, não deixa de ser uma estrela olímpica também, já que nos jogos de 2004, em Atenas, além de ganhar o ouro no futeba com a seleção argentina, foi ainda o artilheiro do torneio. Eles tem a mesma dentição de prognata, o olhar mocorongo, as orelhas avantajadas...

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Fabric 41

Ele tem nome italiano, bigode de mexicano, residência em clubs da Inglaterra, Alemanha e Ibiza, e mora na pacata Suíça. Estou falado do chileno mais globalizado do planeta, Luciano, já que é do minimalista dono da Cadenza Records o último número da famigerada compilação londrina Fabric lançado agora em julho. Em janeiro último a BBC concedeu a ele as 2 horas de seu Essential Mix e o sul-americano, aclamado por muitos como um dos maiores DJs desse mundão, surpreendentemente desapontou. O Fabric 41 também deixou um pouco a desejar, mas como eu perdi tempo baixando e depois escutando, tá aí pra ser compartilhado. Destaque para a faixa que começa por volta do minuto 52 chamada Albertino (de onde tiraram essa porra de nome?), da dupla Guido Schneider e Andi Galluzzi.


Fabric 41 mixed by Luciano (download)

Tracklist:
01. Rhadoo – Slagare
02. Brothers’ Vibe – El Baile [Acapella]
03. D’Julz – Yo Momo
04. Los Updates Ft. Luciano – Getting Late [Luciano’s Getting Late Remix]
05. Reboot – Be Tougher
06. Alex Picone – Floppy
07. Sety – Mogane (Guillaume & The Coutu Dumonts Remix]
08. Johnny D – Orbitalife
09. Julien Jabre – Jungle Beatz
10. M83 – In Church
11. Inner City – Good Love [Luciano Remix]
12. Phuture – Rise From Your Grave [Tiefschwarz Remix]
13. Schneider, Galluzzi – Albertino
14. D’Julz – So You Know
15. Kenny Larkin – You Are Original
16. Chymera – Arabesque

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Os festivais do 2º semestre e a credibilidade deste blog

Nos idos de abril, quando começavam a se disseminar as notícias sobre os festivais do 2º semestre, provando ser um dos blogueiros mais sérios e confiáveis do Brasil, Cow Molester vaticinou no último parágrafo do post Track of the week que a 2ª edição do festival barcelonista Sónar em São Paulo não passava de especulação barata, mas que se viesse mesmo a acontecer, ótimo! Dito e feito. Semana passada deu no Rraurl que nao vai ter Sónar porcaria nenhuma. Ponto positivo para mim e ponto negativo pra gente como Lúcio Ribeiro, aquele misto de blogueiro, amigão dos teenagers, virgem de 40 anos, torcedor do Manchester United e amante de uma fanfarrice, que alardeou aos quatro cantos que o evento aconteceria por volta de outubro.

Bom, menos mal que em compensação o Vegas já anunciou a vinda de gente do calibre de Joakim e Ewan Pearson para celebrar mais um ano de sua existência. E tem ainda o TIM (festival daquela operadora vagabunda e sem vergonha), o Planeta Terra, que parece que terá Bloc Party, o Nokia Trends e o Skol Beats. Quanto ao Skol Beats, aliás, acho que foi melhor mesmo ter sido reduzido. Antes o evento recebia 40 atrações de merda e botavam as 3 que prestavam no mesmo horário. Agora reduziram drasticamente o número de atrações e as 3 que prestam parece que não irão se cruzar. Atrações essas que, diga-se de passagem, são para mim Justice, Digitalism e o Ali Dubfire, que quando desgruda do irmão produz coisas de qualidade. Agora é esperar pra ver.

PS: Nessa notícia do Bloc Party não dá pra botar muita fé não. Afinal, quem garante a vinda deles é novamente o tal do Lucião.

O catalão Sónar: Areia demais para o nosso Brasil brasileiro.


Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Pedro Winter x Nike Air Force 1

E foi finalmente lançado em Paris o calçado apresentado no post Pedro in Paris, nos idos do mês de fevereiro. Abaixo, 3 momentos do concorrido lançamento que ocorreu na loja parisiense Colette, que por acaso tem como relações públicas a esposa do cara também descrito no post Pedro in Paris. A primeira foto é para aqueles que pensam que não tem tonto na cidade luz...


O sacrifício.


A recompensa.


Os vencedores!

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Billy Says Go

É esse o mais recente single do Matthew Dear sob a alcunha de Audion, "Billy Says Go", lançado agora em maio pelo selo Spectral Sound e que contém as 3 faixas abaixo. Para a Phonica Records, a melhor faixa é "Against All Odds". De acordo com a loja londrina "It's a slow-building mega-rave monster that develops into this dark overbearing machinistic, driving techno corker". Bom, Cow agrees. Or maybe not.

Audion - Billy Says Go (download)

Audion - Snap Into It (download)

Audion - Against All Odds (download)


Domingo, 25 de Maio de 2008

Hyperdunk - Kobe x Jackass x Snakes

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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Finados Top 10

Tem o Matthew Edwards aka Radio Slave, também conhecido como the uggliest DJ alive, tem o Paul Kalkbrenner que se apresenta amanhã no Clash, tem remixes by Dubfire... Tudo isso tá no Top 10 do dia dos mortos. Enjoy!

1. Radio Slave - Grindhouse (Dubfire Terror Planet Mix) (download)

2. Gregor Tresher - A Thousand Nights (Dubfire Quiet Storm Remix) (download)

3. Solomun - Deadman (download)

4. Koletzki & Meindl - Tiger (download)

5. Jurgen Paape - Nord (download)

6. Loco Dice - Tight Laces (download)

7. Paul Kalkbrenner - Schwere Ware (download)

8. Oliver Koletzki - Music from the Heart (Alex Dolby Remix) (download)

9. Danton Eeprom - Face Control (download)

10. Underworld - Beautiful Burnout (Pig & Dan Remix) (download)


E o Essential Mix dessa sexta tem tudo para ser muito bom. O programa da Radio 1 traz a dupla canadense MSTRKRFT, que, abaixo, posa com máscaras do saudoso Jason, talvez inspirada pelo "finados day".

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Let's share

Um mês sem um post sequer e recebi uma mensagem do 4shared alertando que minha conta estava prestes a expirar: "Dear idahobeast@gmail.com, we have been missing you on 4shared.com! This email is to inform you that you might lose your account and username at 4shared.com due to inactivity." Então vamos compartilhar! Segue abaixo um dos melhores RA podcasts do ano até aqui, o RA 101 mixado pelo alemão Falko Brocksieper. Na edição anterior o RA escalou Richie Hawtin para celebrar o podcast de número 100. Mas como o canadian/berliner desapontou, aí vai o set do Brocksieper com seu belo penteado e sorriso maroto. Tracklist

Falko Brocksieper - RA Podcast 101 (download)




Segue também 50 minutos do que Sven Väth tocou (com direito a Simphony for the Apocalypse) na edição de 2008 do tradicional festival alemão Time Warp, que ocorreu na cidade de Mannheim no último mês de abril.

Sven Väth @ Time Warp 2008 (download)

Time Warp 2008
Line Up // Samstag, 05. April 08 // Maimarkthalle Mannheim
Hier findet ihr das Line Up für Samstag den 5. April 2008. In den einzelnen Floor-Rubriken findet Ihr ausführliche Infos zu den Künstlern:

Floor I: Carl Cox, Rush, Chris Liebing, Pet Duo, DJ Murphy, Johnny D., Nick Curly, Stefano Libelle, Brian Sanhaji -live-

Floor II: Sven Väth, Richie Hawtin, Turntablerocker, Âme, Seebase, Alter Ego -live-, 2000 and One -live-

Floor III: Ricardo Villalobos, Loco Dice, Luciano, Tiefschwarz, Karotte, Marco Carola, Magda, Raresh, Manon, Federico Molinari, Nekes

Floor IV: The Disco Boys, Moonbootica, Boys Noize aka Kid Alex, Digitalism, Blast SL, Lovarro & Styles, Sasch BBC

Floor V: Laurent Garnier (8h Set), Gerd Janson, Jay Edit

VJs: MAR-K.OS, Visual Drugstore VJ-Team, maccabii

E foi isso o que essa última edição do Time Warp apresentou. Com exceção do Floor I, que pela quantidade de porcaria que reuniu, pra mim poderia pegar fogo, as demais atrações foram boas. Muitos inclusive já estiveram por aqui, mas já que o decadente Skol Beats está disposto a se reerguer nesse ano, poderia não inventar muita moda e trazer uns 10 nomes ali de cima.

Sem mais.

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Pedro in São Paulo

Pedro "Busy P" Winter, já apresentado nesse blog no post Pedro in Paris, dá as caras nessa quarta em SP e se apresenta na festa "Be True", referente a uma campanha da Nike para o seu modelo "Dunk", e organizada pela própria Nike em parceria com a Nokia Trends.

Logo quando li sobre o evento, na última segunda no Rraurl, o que chamou minha atenção foi o valor do ingresso masculino. Nada menos que R$ 150,00, com direito a open bar. Achei meio estranho, mas não demorou muito para eu descobrir que quem está por trás da vinda do dono da Ed Banger é o mesmo pessoal que pôs a dupla Booka Shade pra tocar na Daslu, no ano passado, por um valor que ultrapassava os R$ 200,00. Mas como tratou de enfatizar o organizador à época, era um open bar que dava direito até mesmo a sorvete Häagen Dasz (a patrocinadora do evento)! Desnecessário dizer o tipo de gente que foi à festa...

Tá certo que esse francês moderninho não tá com essa bola toda também, mas parece que os dasluzeiros aí conseguiram estragar mais um evento. A não ser que você encare os fatos com os olhos do blogueiro da Folha Online costumeiramente mais perdido que surdo em bingo, Thiago Ney. Segundo ele, o ingresso custa R$ 150,00, mas a bebida é "de graça". Que beleza!

É por essas e outras que só uso Novo Balanço!

Sábado, 12 de Abril de 2008

Sinfonia para o Apocalipse

E o D-Edge, que está comemorando 5 anos de existência agora em abril, traz nesse sábado o trio Cobblestone Jazz, do qual faz parte o DJ e produtor canadense Mathew Jonson.

Aproveitando a passagem de Jonson por SP (ele também tocou no Clash no início do ano), disponibilizo para download "Symphony for the Apocalypse", faixa que ele lançou recentemente pelo selo Wagon Repair.

Symphony for the Apocalypse (download)






















Descrobri a faixa ao checar o top 10 chart da Ellen Allien no Beatport. A música é a Nº1 no chart da berlinense. Aproveitando o ensejo, aí vai o bom BoogyBytes vol.4 mixado pela própria Ellen e que saiu em março.

BoogyBytes Vol.4 (download)






















Faixas:
1. Agf - Liniendicke
2. Vera - In The Nook
3. Ricardo Villalobos & Patrick Ense - Fizpatrick
4. Melon - Nitzi (In My Mind, So Fine)
5. Andres Zacco & Lucas Mari - Carbonela (Seph's Vidrionela Remix)
6. Konpi?ta - Christmas Fairytale (Moessap edit)
7. Sozadams - Eyes Forlon
8. Richard Seeley - Juicy Vermin
9. Lucio Aquilina - My Cube
10. Melchior Productions - Don Juan
11. Friendly People - Music Is Improper (Martin Buttrich Remix)
12. Sascha Funke - Double Checked
13. Gaiser - Withdrawal
14. Kassem Mosse - A1
15. Little Dragon - Twice

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

WMC 2008


Entre os dias 25 e 29 de março, ocorreu em Miami mais uma edição do Winter Music Conference. O evento leva anualmente à ensolarada cidade americana o que há de melhor na música eletrônica, reunindo DJs, produtores e, ainda, promovendo o lançamento de novas tecnologias relacionadas ao tuts tuts. Mas nem por isso fica imune aos turistinhas de 5ª à la Ibiza e jecas americanos para quem qualquer barulho é carnaval. Basta uma olhada nas fotos do link do RA no fim do post para tal constatação.

O sítio Raurl dedicou uma pequena matéria ao evento logo após seu encerramento. Nela, uma colaboradora escreveu sobre uma festa que reuniu praticamente apenas artistas que tiveram seu auge há cerca de uns 10 anos atrás!

O canal a cabo Multishow também cobriu o WMC, mas a impressão que se tem ao assistir aos programas exibidos pelo canal sobre o evento é que a Jovem Pan FM é a organizadora!

O Resident Advisor soltou nos útlimos dias sua review para o WMC dando enfase àquilo que aconteceu de melhor por lá. Nada demais, mas também nada tão ruim quanto o que foi mostrado nas duas coberturas citadas acima.

Segue o início da matéria e o link da íntegra:

"Love it or loathe it, the Miami Winter Music Conference is a fascinating window into U.S. dance music culture. For one week the city's clubs turf out the b-boys and let the jetsetting ravers take over. Imagine if it was like this all the time. Where else do candy ravers rub shoulders with Minus spotters? Where else (besides Ibiza) do you pay ten dollars for a bottle of water? Where else can you find more incompetent door staff? Every January we swear we're going to skip it, but every year come the last week of March we find ourselves at Miami International totally skint, battered and shattered (albeit with big smiles on our faces) having been awake for six days straight." CONTINUA

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Track of the week


Dapayk & Padberg - Theiss (Guido Schneider remix) (download)


Esse remix do Guido Schneider saiu agora em março e é bem melhor que a música original. Está no disco "Black Beauty Remixes" da dupla Dapayk & Padberg, do selo alemão Mo's Ferry. Se preferir, adquiria via Beatport pela bagatela de US$ 1.99.


E hoje como todos sabem é dia da mentira, 1º de abril. Mas pra provar que ando realmente cheio de bondade no coração, segue mais um presentinho. Um site que encontrei ao navegar pelas páginas do Resident Advisor que traz centenas de remixes de músicas do Depeche Mode para free download: http://www.dmremix.be/


E o blogueiro agitador Lúcio Ribeiro divulgou que São Paulo receberá em 06 de outubro mais uma edição (seria a 2ª) do excelente festival Sónar, de Barcelona. E eu só acredito vendo...

Domingo, 16 de Março de 2008

Jabberjaw e a Kompakt Total 8

O Essential Mix que entrou no ar na última sexta-feira e fica por uma semana no site da Radio 1, da BBC, traz ninguém menos que o texano Matthew Dear no comando. Ele que também lança músicas sob os vulgos de Audion, False e o menos conhecido Jabberjaw. Na introdução do programa, o próprio Dear se apresenta e diz que o mix será mais voltado para o seu lado Audion. O que é bom, já que suas melhores produções foram feitas por esse projeto que é mais voltado para o minimal techno e inclui lançamentos como "Mouth to Mouth", uma das melhores e mais tocadas músicas de 2006. Vi Matthew Dear se apresentar no D-Edge no começo de 2006 (ele também esteve por aqui em 2004, no Sónar) e considero sua apresentação naquela noite uma das melhores que já presenciei de um DJ. Segue o link do EM que é quase que exclusivamente de minimal e que me agradou bastante. http://www.bbc.co.uk/radio1/essentialmix/

Na semana que vem o programa da BBC tem tudo para ser bom novamente. O convidado é o israelense parceiro do Guy Gerber na produção de algumas faixas, Shlomi Aber. Apesar da nacionalidade do rapaz, seu som não tem nenhuma ligação com o pissái israelita. Obrigado Abraão!

E o sítio Rraurl, que cada vez mais dedica seu espaço a assuntos irrelevantes e bandinhas da moda que além de nascerem com prazo de validade pré-determinado, pouco tem a ver com música eletrônica de verdade, dá mostras de que está meio perdido. No fim da última semana soltaram a resenha de uma compilação do selo alemão de minimal Kompakt. Ótimo, porque o tal do techno minimalista faz tempo que já mostrou não se tratar de modinha e seus lançamentos tem mais é que constar num site que trata de música eletrônica de qualidade mesmo. Acontece que a tal compilação foi lançada em agosto de 2007!!!! Preocupados em noticiar outros lançamentos que surgem por aí, parece que só agora eles se deram conta da Komapkt Total 8, nada menos que 7 meses após seu surgimento!!! E ainda dão à avaliação do disco destaque digno de última novidade. http://rraurl.uol.com.br/resenhas/5054/Kompakt_-_Total_8

Esse é o Fabric 27 mixed by Audion, de 2006. Logo mais pinta a resenha no Rraurl.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

He's Back!

Mais uma do Sven Väth. Aparentemente under the influence of an ilegal substance que começa com a letra E, ele interage com Richie Hawtin e revela uma faceta que eu confesso que desconhecia. Quem te viu, quem te vê...



Esse post só foi possível graças à colaboração de meu grande amigo Ted Boy Marino que enviou o link desse magnífico vídeo.

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Parabéns!

Enquanto o D-Edge do Chorão da Barra Funda continua a trazer atrações de peso como o excelente DJ T, dono do selo berlinense Get Physical, que se apresentou por lá na última noite, e até mesmo a micareta eletrônica Pacha começa a dar sinais de melhora anunciando, além da dupla Minilogue para hoje, a Cocoon Night liderada por Sven Väth para o fim de março, o Clash, grande representante do redneckismo da noite paulistana, completa 1 ano de vida e comemora com deejays um tanto quanto ultrapassados.

Depois da pequena reforma que acrescentou ao local um camarote digno das saudosas casas noturnas da Vila Olímpia e de nightclubs do interior de São Paulo, os red necks anunciam para hoje, dia 29, o live de electro que já encheu o saco do germânico Anthony Rother. Além de o cara aparecer no Brasil toda hora, é desnecessário dizer que seu som anda um pouco superado no universo da música eletrônica. Bom, menos mal que não trouxeram o bigodudo francês com cabelo de poodle David Carretta dessa vez.

E pra completar as celebrações, os desatualizados da Barra Funda não param por aí. Li que já anunciaram algumas outras porcarias para os próximas semanas como, por exemplo, o DJ de techno Adam Beyer, que seria uma boa atração caso estivéssemos no ano de 2002. E tem tonto que ainda paga pau pro lugar.

Toninho e sua cara de alemão da ZL.


Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Isso sim que é capa de disco!


Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Vergonha Alheia

O vídeo abaixo estrelando o sick fuck do Sven Väth foi feito em março de 2007 e pelo jeito já faz um tempo que tá no Youtube. Mas eu só descobri agora e, desde já, alerto que não é recomendado àqueles que costumam sentir a famosa vergonha alheia. Não pelo dejota alemão, que constantemente é flagrado em estados até piores que esse, mas pelos amigos que ele fez em sua breve passagem por Maresias.



Só faltou pedirem pro lemão tocar pissái!

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

E dá-lhe Benga!

Benga. Foi essa a sugestão do blog Ilustrada no Pop da Folha Online num post de 05/02. Sem TV a cabo em casa e com dificuldade para dormir, fui forçado a navegar pela world wide web na madrugada de ontem e meio que acidentalmente caí no blog assinado por Thiago Ney Mato Grosso.

Benga é na verdade o nome de um jovem inglês, DJ e produtor de dubsteb, um gênero nascido há poucos anos na Inglaterra e que pra mim soa um pouquinho menos irritante que o um drum and bass. A quem possa interessar: http://en.wikipedia.org/wiki/Dubstep

No post, Thiago Ney se declara um paga pau da Radio 1, da BBC, e principalmente do Essential Mix e fornece o link da última edição do programa que é conduzida por ninguém menos que... Benga!

Eu já tinha ouvido o EM antes da preciosa dica e o set serviu pra me convencer ainda mais que o o tal do dubstep não me agrada. Mas o bom dessa história toda é que acabei descobrindo que Thiago Ney tem escutado o Essential Mix. Significa dizer que há a possibilidade de que, em breve, o jornalista da Folha de SP responsável por música eletrônica esteja em condições de diferenciar house de techno, electro de trance, minimal de electrohouse e até mesmo de dubstep! Boa notícia para leitores e quase ex-leitores como eu.

Hi, I'm Benga.

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Pedro in Paris

Manager do Daft Punk, Cassius e Justice e fundador e dono do selo Ed Banger, ele também é deejay e um cara um tanto quanto folgado - como pode ser comprovado num post mais abaixo. Estou falando do parisiense Pedro "Busy P" Winter, que andou chamando a atenção da Nike e foi convidado para customizar um modelo Air Force 1. O calçado foi batizado de "Pedro in Paris" e ainda não está a venda. Nem mesmo em Paris, NY ou London e de acordo com o site Hype Beast, ainda não se sabe quando estará: http://www.hypebeast.com/2008/02/influencer-pack-busy-p-x-nike-air-force-1-pedro-in-paris

O tênis faz parte da "Influencer Pack", uma série prestes a ser lançada pela Nike que terá o design de celebridades e pessoas tidas como influentes (pelo menos para a Nike) por esse mundão afora. Pelo jeito anda com moral o tal do Pedrão.

E foi isso que o cidadão aprontou:






Lembra bastante os banheiros do Milo Garage. Não é por nada não, mas quando a Nike vier bater na minha porta acho que terei um pouco mais de bom gosto. Se bem que prefiro um par de Novo Balanço!



Esse é o Pedrão em ação com seu look Oswaldo Montenegro.

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Top 8 Carnavalesco!

Trilha sonora para quem, como eu, ama samba, axé e marchinhas carnavalescas:
1. Space - Minilogue

2. Sunburst - Marc Romboy

3. Dancing Grafitti - Kiki (Zanter VT Remix)

4. Summer in Moncton - Alex Bau

5. Mongoose - Sasha (essa é dica de Cowmilo Rocha!)

6. Snapdragon - Red Robbin & Jakob Hilden

7. Madre Tierra - Alejandro Vivanco

8. Be Tougher - Reboot

Apesar de algumas não serem tão novas assim, descobri essas canções apenas nos últimos dias. Se você é uma pessoa de bom gosto, corra até o soulseek ou o P2P de sua preferência e trate de downloadeá-las.

E parece que o clima dos festejos de momo já começa a tomar conta do povo brasileiro. Não por acaso, capturei na madrugada de ontem o seguinte flagra numa padoca aqui da cidade grande:

Isso mesmo, uma moça com arrobas demais e pudor (ou calcinha) de menos, no melhor estilo Sapucaí. E fica assim, toda soltinha, bem na frente de um Cow Molester...

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

It’s 2008. Time to face the (new) music, and move on.

No site de um jornal de entretenimento de Los Angeles-CA chamado “LA City Beat”, encontrei um belo artigo sobre a efervescente cena trance de lá. O autor do texto, um tal de Dennis Romero, anda meio revoltado. Não entende (nem eu) como alguém pode gostar de Tiësto e similares. E lá em LA (e quase todo os EUA), local onde é sabido que a música eletrônica não tem muita força, parece que esses DJs tranceiros ultrapassados conseguem atrair pequenas multidões de tapados como aqui. Eu concordo com quase tudo do que foi escrito pelo cara, e as semelhanças são tantas com relação a SP, que tanto lá como cá, até mesmo as vestimentas dos aficionados do trance parecem ser as mesmas. São os “Armani Exchange-adorned dorks” de acordo com o autor do texto.

Segue o link do artigo com direito a comentário do Cow Molester congratulando o sujeito no rodapé da página: http://www.lacitybeat.com/cms/story/detail/trance_out/6530/
O texto é feito sob medida pra você que é tranceiro e acha que o tuts tuts que você escuta é o que há de mais evoluído "a nive de música técnico". Faço minhas as palavras do californiano!

Esse post contou com o apoio de Mooca Idiomas.

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Loviê/Lovií

E o Lov.e fechará as portas em breve. No fórum do Rraurl, na semana passada, logo abaixo da notícia que anunciava o fechamento, sobraram comentários elogiosos, nostálgicos e outros carregados de puxa-saquismo, a respeito do lugar. Não contesto o merecimento de nenhum deles (com exceção dos puxa-saco), mas na verdade já faz um bom tempo que o local despencou em termos de qualidade e não tem feito jus a nenhum tipo de enaltecimento. O comentário que deixei na página, enquanto sobravam palavras elogiosas dos outros usuários, foi o seguinte: "Aí fudeu tudo quando o lugar começou a se popularizar sob os nomes de Loviê e Lovií". Um cidadão que usa a foto do graaaaaande Carlos Lamarca se revoltou com minhas palavras e indelicadamente mandou o Cow encher o saco aqui nesse blog. Só não sei se ele não entendeu muito bem o que eu quis dizer, ou se na verdade virou freqüentador do lugar quando este já havia sido rebatizado de Loviê/Lovií (a terminação "ê" ou "í" varia conforme o gosto do freguês) pelos freqüentadores das tradicionais (e abomináveis) casas noturnas da Vila Olímpia que buscavam algo diferente à época.

Só sei é que, coincidentemente, ou não, com a popularização do Lov.e (facilitada pela sua localização geográfica) e a conseqüente propagação dessas novas pronúncias equivocadas do seu nome, o lugar só seguiu ladeira abaixo.

Eis que ontem li num blog no mesmo Rraurl que o fechamento já tem data marcada (mas não divulgaram quando). Reabrirá, entretanto, em um novo endereço ainda nesse semestre e parece que ainda não foi definido qual será o novo nome. Acho pouco provável que mantenham o mesmo nome, mas na modestíssima opinião desse que vos escreve, se reabrir onde quer que seja com a amaldiçoada alcunha de Lov.e, é melhor que mantenham as portas fechadas e vivam das glórias do passado pré-Loviê/Lovií.

PS: Bom, se você é um "olímpico", segue uma breve explicação quanto ao nome do lugar: Não obstante haver um ponto entre as letras "v" e "e", a pronúncia correta do nome do estabelecimento é LOVE mesmo.
Sem Mais.

Sábado, 5 de Janeiro de 2008

Final dos Tempos

1. Joris Voorn

2. Efdemin

3. Dixon

4. Sebo K

5. Anja Schneider

São esses os 5 melhores Resident Advisor Podcasts do ano. Foram eleitos pelo pessoal do próprio site com o auxílio de alguns colaboradores.

Inacreditável! Não consigo imaginar nem mesmo o top 5 do Thiago Ney Matogrosso* tão ruim assim.

Os sets de Efdemin, Sebo K e Anja Schneider até que são ok, mas mesmo assim, longe de merecerem figurar no top 5. Mas Joris Voorn e Dixon é sacanagem! Ambos tocaram sets quase que exclusivamente de deep house e sei lá mais o que house, cheio de vocais irritantes... uma merda!

O site também elegeu os melhores DJs, melhores produtores, tracks, labels, remixes, gigs, etc. E o que tem de coisa ruim lá no meio não é brincadeira não. Segue o link: http://www.residentadvisor.net/feature-read.aspx?id=865

E como se não bastasse, o fuck face do Dixon ainda teve sua compilação Body Language Vol. 4 (tão ou mais irritante que o podcast) eleita a 4ª melhor do ano, e, de quebra, foi considerado o 4º melhor DJ de 2007!!!!!! Pergunta que não quer calar: Quem no RA tá empurrando a janta desse rapaz???

Já o Essential Mix, da BBC, que tradicionalmente elege o melhor do ano por meio de votação com o público, dessa vez inovou. Segundo o apresentador e xarope profissional, Pete Tong, quem elegeu o EM de 2007 foi ele próprio, com o auxílio de um tal de “Essential Mix Team”. E a escolha conseguiu ser ainda mais bizarra do que a que o público geralmente faz. Elegeram um tal de High Contrast, um galês que toca drum and bass!!!! É mole?

Who’s pushing this guy's dinner???

*Thiago Ney Matogrosso é jornalista da Folha de SP para assuntos musicais moderninhos e manja de música eletrônica tanto quanto eu entendo de balé clássico. Dentre outras pérolas, chamou Sven Vath de “papa do minimal” num texto publicado no saudoso ano de 2007.

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Favoritos dois mil e sete


O sítio Rraurl, um dos backyards do Cow Molester, elegeu os melhores do ano por meio de uma votação com seus usuários. O resultado foi divulgado ontem http://rraurl.uol.com.br/cena/4840. Eu também participei, mas achei que faltaram algumas categorias na eleição. Segue, portanto, uma lista mais completa dos meus favoritos de 2007.

Melhor Álbum: LCD Soundsystem – Sound of Silver. Apesar das várias excelentes músicas do disco, ainda considero as antigas Tribulations e Yeah as melhores da banda.

Melhor Música: Na enquete do Rraurl votei em D.A.N.C.E, do Justice, mas também gostei de algumas outras, como Crystal Castle (Robert Babicz), Crocodile (Underworld), Gravity’s Rainbow (Soulwax rmx), Kore (Dusty Kid), mas não me lembro de muita coisa agora não... 2006 foi bem melhor.

Melhor DJ Set: Thomas Schumacher @ D-Edge, mas a apresentação da Ellen Allien, lá também, merece uma menção honrosa. Percebi nesse ano que sets de DJs renomados já não me empolgam mais como antigamente.

Melhor Show: The Rapture, no Planeta Terra. Se eu tivesse ido à Via Funchal naquela terça-feira de novembro e visto a banda do Murphy pela 3ª vez, essa certamente teria sido minha escolha. Como não fui, meu voto vai pro Rapture, apesar do sistema de som meio zuado do local.

Melhor Festival: Teve Tim, Nokia, Motomix, Planeta Terra e Skol Beats. Nenhum, entretanto, conseguiu romper a barreira do meia-boca.

Melhor Compilação: Apesar de várias terem sido lançadas, nenhuma me agradou muito. Voto, por exclusão, no Fabric 34 mixed by Ellen Allien, que, aliás, não constava na listinha do Rraurl. Fabric 35, do Ewan Pearson, foi ok também.

Melhor Resident Advisor Podcast: Âme, RA 042 de janeiro. Mas o set tem um defeito grave. No final eles tocam o maldito remix do Villalobos para The Sinner in Me. Menção honrosa para o RA 043 do Stephan Bodzin, de fevereiro.

Melhor Essential Mix: Era um do Lindstrom + Prins Thomas. Eis que no final de novembro surgiu o EM do esloveno Umek para desbancar a dupla da Escandinávia e conquistar meu voto.

Melhor Nightclub: Nenhum. O Vegas melhorou um pouco. A garagem do Milo baixou o nível. O D-Edge do Chorão tá foda de encarar. O Clash mal surgiu e logo se firmou como um dos símbolos do redneckismo da noite paulistana. A Pacha parece uma micareta eletrônica. O Glória tem um proprietário muito preocupado com cafonices. E por aí vai...

Melhor Rave de Pissái Israelita: Impossível eleger uma. Na verdade não existe a palavra “melhor” no universo pissáizero. É mais ou menos como eleger o melhor atentado a bomba ocorrido no Iraque esse ano. Não tem como.

Melhor Momento Futebolístico: O anúncio da contratação de Vandeco Luxemburgo pelo Parmera no começo dessa semana. Avante Palestra!!!!

Apesar de parecerem dois monges franciscanos, eles na verdade são DJs. E é deles o RA Podcast do ano. Pelo menos na minha modesta opinião.

Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

É o novo balanço!

Avistei a seguinte notícia/promo no Rraurl, ontem: “Nike lança tênis inspirado nos discos de vinil” (http://rraurl.uol.com.br/cena/4807). Trata-se de um modelo Blazer assinado pelos dejotas brasileiros Marky, Zegon e Igor Cavalera + esposa.


Esses Blazers, Dunks, Air Forces e outros náiques do gênero, já estão parecendo os shox e as pé de bode nas raves de pissái (guardadas as devidas proporções, obviamente)... todo mundo tem um! Eta povinho mais sem originalidade esse do nosso Brasil brasileiro! É por essas e outras que de agora em diante só uso Novo Balanço!

Newba 574 Japan Edition... Cow's Choice!

Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Disappointing Night

E o que já era sabido desde a divulgação do line-up tornou-se oficial no sábado. O Nokia Trends mais decepcionante de sua curta, porém riquíssima história.

E o que foi aquele Rodrigo, ex-YO! MTV RAPS, berrando “SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS” em cima do palco!?!?!?

Puta que pariu, quem deixou aquele cara subir lá!?!? Mas nem lá na garagem do Milo ele tem conseguido tocar ultimamente!

Aliás, profecias a parte, os gritos de “SUOR” do amizade não foram tão descabidos assim. Afinal, durante a noite toda, neguinho suou mais que tampa de marmita lá dentro.

Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Frases de 2007

Navegando pelos sites da BBC, XLR8R e The Guardian, pincei algumas frases interessantes sobre o melhor e o pior do quase finado ano de 2007. Umas são ácidas na medida que o Cow Molester gosta. Outras apenas ilustram o mais puro puxa-saquismo. Como não sou pago para fazer esses posts e muito menos para traduzir, segue in english mesmo.

"If these Parisians’ 30-second moment on MTV convinced Yankee teens that there are better sounds beyond Nickelback and My Chemical Romance, God bless them for it."
Cameron Macdonald, da XLR8R, sobre D.A.N.C.E., do Justice.

"It’s the best way to get Germans dancing to cumbia. A very original and fun song, and way more interesting than all that minimal techno out there."
DJ Ulysses, do blog Scatalogics, sobre Heater, do Samim. SCATALOGICS lembra SCATOLOGY...TÁ EXPLICADO PORQUE ELE GOSTOU DESSA MERDA.

"Underworld have made an album that is minimal, progressive, techno, deep, ambient, uplifting and soulful. It challenges, tempts, confuses and inspires each time you go near it. How could anyone not love something that has such an effect? "
O paga pau Lou Thomas, da BBC, sobre Oblivion With Bells, do Underworld.

"It’s soo bad! I don’t know what they want to express with this bullshit."
A dupla tedesca Dirt Crew, sobre Oblivion With Bells, do Underworld.

"Berlin’s Apparat knows good production, writes good songs, and I have 10 tracks that I like from the album, which is quite rare."
O motomixer Boys Noize, sobre Walls, do motomixer Apparat.

"We play probably 15 of his tracks every night. That German guy could have been an Ed Banger artist. Respect!"
O modesto Pedro “Busy P” Winter, da Ed Banger, sobre Boys Noize.

"Sadly, We Are The Night is only slightly less disappointing than an early and feeble World Cup exit."
Lou Thomas, da BBC, sobre o último álbum dos Chemical Brothers.

"Indie chancers trying to pass this ropey stuff off as a dance revival is insulting and pointless. 1 star. "
Avaliação do Guardian para Myths of the Near Future, dos Klaxons.

"More focused than its predecessor and a damn-near-perfect fusion of dance and rock, Sound of Silver was the record I played more than anything else in 2007. The emotive, thumping, one-two punch of “Someone Great” and “All My Friends” is my favorite stretch, but the whole thing’s brilliant."
Joe Colly, da XLR8R, sobre Sound of Silver do LCD Soundsystem.

Apesar de constar aqui uma única menção à banda do James Murphy, sobraram elogios ao bolão de New York nos 3 sites visitados. Para o Guardian, aliás, Sound of Silver foi o melhor disco de 2007.



Caso você não tenha compreendido esse post bilíngüe, não perca tempo! Matricule-se hoje mesmo na filial da Mooca Idiomas mais próxima de você!

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Cafonice

No último sábado (isso mesmo, já faz quase uma semana), a coluna da Mônica Bergamo, da Folha, perguntou a alguns donos de clubes de SP como eles pretendem se adaptar à lei municipal que prevê a instalação de bebedouros em seus estabelecimentos em breve. A medida, como muitos sabem, visa evitar que os boçalóides que tomam 7 balas numa noite não fiquem estrebuchando no chão, como fez um carioca esperto outro dia antes de partir dessa pra melhor. Para mim tal medida não passa de uma imbecilidade sem tamanho, mas isso não é assunto pra hoje.

A coluna ouviu representantes do Vegas, Funhouse, The Week e por fim, Rodrigo Hidalgo, do descoladérrimo Glória. E o sujeito se saiu com essa:

"Olha, eu acho no mínimo exótico!" "ficou cafona tomar ecstasy hoje em dia. É uma droga dos anos 90, apesar de as apreensões estarem aparecendo. Talvez hoje [a moda] seja cocaína, não sei". Ele afirma que "na verdade, a noite de SP tá encaretando. Vira e mexe, a prefeitura fecha uma casa [o próprio Glória ficou fechado por três meses, para se adaptar a normas do município], tem batida policial. Isso tem coibido o uso de drogas".

Droga da moda???? Droga cafona???? Quer dizer então que se falarem pra esse cidadão que fumar crack é a última moda em Paris ele sai por aí com um cachimbinho a tiracolo pipando pedra????

E me perdoem se isso soar homofóbico, mas tenho mais uma dúvida. E se chegar no ouvido desse moderninho que liberar o fiofó ficou cafona????? Como é que esse cara vai se virar??????

Sem mais.

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Separados no Nascimento

Depeche Mode's Dave Gahan & Rede TV's Ronnie Ésper




Chorão, malandro de Santos & Chorão, terror da Barra Funda




Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Anderuordi

Após alguns dias de ausência da world wide web tive uma grata surpresa ao retornar. Recebi via Itunes o último podcast do RA, um DJ set do Underworld. Em tempos de remixes de 5ª de Born Slippy sendo tocados por aí, e do lançamento do apenas regular Oblivion with Bells, eu diria que o set surpreendeu positivamente.


A pose é bem feinha, mas o som é bom...









Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

King of Clubs?

E parece que cerca de 4.000 pessoas (é mole?) vão se aglomerar para ver Carl Cox no próximo dia 24. O robusto inglês, misto de DJ e sósia do saudoso Homem Nuca, do Pânico na TV.

Se você anda desgostoso com a recente escassez de eventos ligados ao pissái israelita, recomendo fortemente a apresentação do Carl. A maior (em todos os sentidos) MENTIRA da história da música eletrônica!

E o camarada tem ainda a ousadia de batizar sua turnê com o modesto nome de "King of Clubs".

Segue um registro do Carl no batente em alguma Pacha desse mundão...ou seria o Homem Nuca?

Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Las Peores...

Apesar de ainda estarmos em novembro, elegi as músicas que mais molestaram meus ouvidos no ano de 2007.

Heater - Samim. Não tinha como não ser a campeã. E não venha dizer que é preconceito com a sanfona, pois minha avó foi professora de acordeon! Essa porcaria tinha que ter sido lançada pelo label KILL THE DJ, porque é isso que dá vontade de fazer, matar esse desgraçado do bigodinho!

The Sinner in Me (Villalobos Mix) - Depeche Mode. A original já me irrita bastante, mas o Ricardão teve o dom de torná-la ainda pior! Inexplicavelmente muita gente boa tocou essa merda no ano. Ouvi em sets do Tiefschwarz, M.A.N.D.Y, Sebo K, Ame e alguns outros. Na verdade não é bem “ouvi”, porque era só começar a tocar pra eu acelerar a rodinha do meu emepetres.

Eu ainda adicionaria a essas duas os 128 remixes para D.A.N.C.E., do Justice (a original é muito nóis!), e os 130 remixes para Gravity’s Rainbow, dos Klaxons. Na verdade o remix do Soulwax eu ousaria dizer que é até melhor que a original, mas em compensação os demais...

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Praneta!

Vi só o começo do Vitalic e ele tocou uma de minhas favoritas do ano de......2006!!! Audion’s Mouth to Mouth. A música é muito boa, mas eu esperava mais originalidade do careca...

The Rapture was great, conforme eu já esperava, mas o Kasabian mostrou-se uma bela duma enganation!!! Tá certo que eu não consegui escutar até o fim nenhuma música do 2º disco deles, mas devido ao 1º eu havia criado certa expectativa em vê-los ao vivo. Banda de merda!

Do Devo nem passei perto...nada contra os véinho, eu simplesmente não conheço muito bem a banda e além disso foi na mesma hora dos new yorkers do Rapture.

Saiu na imprensa muita coisa positiva sobre o Planeta Terra após sua realização e muitos chegaram a considerá-lo o melhor festival do ano. Porra!!! Se foi praticamente consenso a má qualidade do sistema de som, como é que um festival de música que falha no quesito som (não é o principal?!?!?!) pode ser considerado tão bom assim?

Quanto à ausência de filas para os banheiros (na verdade, como um bom cow molester só fiz xixi ao ar livre) e para pegar bebida, achei excelente, pois esse tipo de espera me irrita ao extremo, mas será que tudo não fluiu tão bem assim devido ao comparecimento de um público menor do que o esperado?
Fora que levei quase 2 horas pra parar a caranga e só consegui num estacionamento na casa do caraglio!
Por fim, vale dizer que quando adentrei o recinto dei de cara com a rainha do blowjob, Lily Allen, cantarolando seu biggest (and only) hit, o tal do Smile. :)

That’s all, folks!

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

We are the night tonight

E hoje têm show daqueles que foram os responsáveis por despertar o gosto do Cow Molester pela música eletrônica, os Chemicals. Foi nos idos de 1998, ouvindo Dig Your Own Hole emprestado de um amigo. Block Rockin' Beats, a primeira faixa do CD, foi mais que suficiente para fisgar o Cow. Comprei então o álbum anterior, Exit Planet Dust, e todos os que foram lançados subseqüentemente (na verdade, foram na sua maioria devidamente downloadeados).

Dos últimos dois discos, no entanto, não gostei nenhum pouco. Do Push the Button só gostei da capa. Do recém lançado We are the Night, minha música favorita é Do it Again, mas na versão house arrest remix do Audion. Portanto, acho que não conta. Meu voto vai então para Saturate, faixa que não está entre as melhores de ninguém que li ou ouvi falar sobre o disco. Mas é a minha preferida. Ou a menos ruinzinha. Começei a gostar depois de tê-la ouvido num set do Sven Vath.

Mas o que interessa é que mesmo sem muita empolgação, hoje verei os motherfuckers ao vivo pela terceira vez e espero que toquem lots of old stuff...mas que toquem Saturate!



Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Mais do Boçalóide

E o tal do Vilicic atacou novamente. Nessa semana, o principal alvo das asneiras do rapaz foi a dupla alemã Booka Shade.
Sentindo-se molestado pela ignorância do cidadão, Cow Molester decidiu dar um toque. Segue o e-mail enviado ontem (e ainda não respondido) para a cada vez mais ridícula Vejinha.

Caro Felipe Vilicic,

Já faz um tempinho que tenho notado a falta de qualidade de suas dicas para a noite paulistana. Ora pelas atrações indicadas, ora pelas palavras e termos por você empregados, chego a sentir dores no estômago com a pérolas que avisto nas páginas da revista.
Mas no último exemplar acho que você conseguiu se superar. Após vê-lo endeusar atrações de 5ª categoria como a tcheca Lucca e o americano Mario Calegari (who the fuck is this motherfucker????) nos últimos tempos, me abismei com o misto de ignorância e indiferença que você demonstrou ao tratar de duas atrações que tocam por aqui nos próximos dias.

Vamos direto à atração principal, a dupla Booka Shade. Você por acaso já tinha ouvido falar deles anteriormente ou foi só quando ficou sabendo que uma marca de sorvete granfa os traria para tocar na Daslu que você soube da existência do Booka Shade? Porque escrever que os caras só emplacaram o 1º HIT EM 2006 (!!!!) com o single In White Rooms é duma asneira de fazer inveja ao Presidente Lula. Aliás, é bem provável que até o mentecapto do Presidente Lula* (e qualquer outro analfabeto em música eletrônica do universo) já tenha ouvido Mandarine Girl, uma música que a dupla emplacou, e como, antes dessa citada por você. E olha, não foram poucas as faixas de sucesso emplacadas por eles antes dessa que você descobriu agora. Bom, não vou nem gastar palavras com a biografia dos caras aqui, já que google, myspace, wikipedia, etc estão aí para isso. Só mais uma, você já ouviu falar do selo Get Physical? Não? Eu esperava que não mesmo...

Outra defecada sua diz respeito ao americano Ali Dubfire que toca na casa de "playboys baladeiros" (você gosta de se utilizar desse termo, hein?) Sirena. Bom, a dupla Deep Dish, a qual ele pertence, realmente é especializada em progressive house. Estilo, aliás, um tanto quanto ultrapassado, mas que você costuma tratar como o mais atual da música eletrônica. Quando toca sozinho, entretanto, o tal Dubfire costuma enveredar para o minimal. Inclusive ele andou lançando faixas sob um dos maiores selos do gênero, o Minus, que certamente você nunca ouviu falar. Bom, RibCage que você cita como sucesso da dupla, não é da dupla, é apenas dele, e faz parte desse outro projeto do camarada. Tocando um set basicamente de minimal, eu não arriscaria dizer que a payboyzada baladeira do Sirena escutará remixes da Madonna na pista conforme você divulgou na revista.

Existem muitos sites de qualidade sobre música eletrônica por aí. Vou lhe recomendar dois pra ver se consigo notar alguma evolução nos próximos conselhos ao leitores. Tente primeiro o brasileiro
www.rraurl.com.br . Caso você domine a língua inglesa, não hesite em navegar pelas páginas do www.residentadvisor.net .

Boa sorte, campeão!

Obs: Como Cow Molester não tem RG, telefone e outros requisitos indispensáveis para a publicação da mensagem nas páginas da revista, peço apenas para que vocês encaminhem esse singelo e-mail ao rapaz. Essa mensagem eletrônica tem tudo para tornar a seção Noite da revista um pouco menos leiga no quesito música eletrônica.

*Presidente Lula é analfabeto em música eletrônica e em otras cositas más .

Um grande abraço a todos!

Cow Molester

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Terror

Jim Rivers. Novo talento da música eletrônica, O DJ inglês toca na festa mensal In the House na Pacha. Rivers estourou nos clubes europeus no ano passado com o hit I Go Deep. Desde então, foi aclamado pela crítica especializada e recebeu elogios de feras dos pick-ups como Sasha e Pete Tong, também adeptos do house. O DJ promete colocar a pista principal da Pacha para ferver com um set cheio de batidas suaves e repleto de inovações.

Lucca. Na véspera do feriado a bela DJ da República Tcheca desembarca no Manga Rosa para enlouquecer os freqüentadores do clube com suas rápidas batidas de tech-house. Lucca estourou na Europa em 2003 e eleita a revelação do ano por uma revista especializada. Desde então, começou a viajar o mundo com seus vitaminados sets.

Eight Party. Templo de playboys baladeiros, a Pacha cede espaço à primeira edição da festa GLS diurna Eight Party. O americano Mario Calegari injeta progressive house na enorme pista principal. Ele cria sets energéticos ao mesclar batidas eletrônicas a elementos de percussão, como tambor e triângulo. Também passa pelos pick-ups o israelense Ronen Mizrahi, dono de um repertório bem dançante.

Scott Bond. Fera em trance, o DJ britânico desembarca no Manga Rosa após dois anos sem tocar em solo brasileiro. 3rd Earth, um dos hits de seu set, deve agitar os jovens e belos freqüentadores do clube. Os competentes Dre e Magui completam o line-up da noite.

As pérolas acima foram extraídas de edições da Veja SP das últimas semanas. São as descoladíssimas dicas de “noite” dadas por um amizade chamado Felipe Vilicic.

Não sei o que é pior, as “atrações” em si ou os termos utilizados pelo cidadão...“vitaminados sets”, “repertório bem dançante”, “agitar os jovens e belos freqüentadores”...coisa linda!!! Estaria Thiago Ney Mato Grosso fazendo escola???

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Cow's fav radio show

E no sítio da Radio 1, da BBC, começa logo mais a votação para o Essential Mix of the year. Como muitos sabem, no programa são concedidas 2 horinhas para DJs muito nóis tocarem o que bem entenderem. Mas volta e meia tem um tranceiro ou uma estrela do drum and bass trazendo seu barulho incômodo para as noites de sábado. Pelo menos israeli psychedelic trance não tem vez por lá! :)

Cow Molester downloads the show regularly since 2004.

Em 2004, o melhor EM, para mim, foi do Blackstrobe. Os votantes, no entanto, preferiram eleger Above & Beyond (é mole???)...gosto definitivamente não se discute. Nesse ano, progressive house, trance e drum and bass ainda dominavam forte o espaço.

Em 2005, o melhor programa foi o do Mylo, que eu devo ter escutado umas 100 vezes no mínimo. Ele tocou Depeche Mode, Tiga, Daft Punk, Vitalic...mas o favorito da maioria foi a “revelação” Sasha, que mixou usando o software Abbleton Live conforme o apresentador Pete Tong, tranceiro e chato de carteirinha, fez questão de alardear umas 20 vezes durante a transmissão. E que fim levou o Mylo? Morreu?

No ano passado o programa já havia se tornado mais popular pelo mundo e, talvez por isso, o mais votado não tenha sido um queridinho da inglesada. O EM de 2006 foi do Trentemoeller. E eu até gosto de algumas coisas dele, mas esse EM foi trilha sonora de funeral. Tenho certeza que o cara quis zuar. Parece o Nirvana no Hollywood Rock de 93. Mas os tonto gostaram. Meu eleito foi o Booka Shade com folga. Mas teve um do Ame e um do Tiefschwarz também muito bons.

Agora em 2007 um monte de gente de peso tocou, Gabriel Ananda, Richie Hawtin, Digitalism, Justice, Radio Slave, Simian Mobile Disco...mas a maioria decepcionou forte. O Justice definitely didn’t do the d.a.n.c.e. O set dos caras foi pior que o programa do Carlão Maionese na Energia 97. O Digitalism até que foi OK, mas Hey Boy Hey Girl foi uma das músicas mais atuais que eles tocaram em 2 horas! Meio que por exclusão fico com o do Lindstrom + Prins Thomas...e agradeço por não terem chamado Samim e sua bigodera tosca pra tocar!

No geral, acho os essential mixes bem melhores que os podcasts do Resident Advisor. No RA, eles jogam no site um set que foi tocado numa balada qualquer. No EM, o cara geralmente toca exclusivamente pro programa e é isso que faz a diferença.

Por aqui falta o Rraurl chamar uns gringos renomados pra tocar um tuts tuts de qualidade especialmente para o site.

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Frase do dia

“Amar o psy não é simplesmente ouvi-lo e sim senti-lo entrando em seu corpo e dominando sua mente... perceber q vc já não é mas o dono de si mesmo e deixar se levar por uma sensação inexplicável de liberdade constante...deixa o psy te dominar, o amor te alimentar e a vibe te controlar...”

KKKKK calma pessoal!!! Cow Molester pode até ser um sick fuck, mas ainda não enlouqueceu completamente.... A obra-prima acima foi avistada há um tempo no orkut de uma “conhecida”. E chocou. Dá-lhe vergonha alheia!!!

Bom, o detalhe mórbido dessa história é que a tal conhecida descobriu o D-Edge recentemente. E virou habitué do local.

Sem mais.

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Chorão tá loco!!!

O Chorão da Barra tá de brincadeira!!! 150 pau pra ver o chileno/suíço/alemão (cada hora esse cara tem uma nacionalidade nova) Ricardo Villalobos ultrapassa qualquer limite do ridículo.

Em Londres, nesse mesmo sábado dia 20, na Fabric, por apenas 16 libras (!!!), tem Ivan Smagghe, Ellen Allien, Cobblestone Jazz, Toby Neuman, Optimo e ainda mais gente tocando.

Aqui, para ver apenas o Villalobos na casa do Chorão da Barra você morre com o equivalente a mais ou menos 40 libras(!!!) só pra sorrir. E o mais foda é que lá não era assim não. Desde a inauguração, em 2003, até o começo de 2006, o clube era underground, pouco divulgado, e freqüentado por quem realmente entendia de boa música eletrônica. Atrações internacionais de peso nunca faltaram e o preço para vê-las raramente passava dos 40 reais. Vi Tiefschwarz, Ivan Smagghe, Gabriel Ananda, Agoria, Dirt Crew, Paul Kalkbrenner, DJ T, Luciano, The Hacker, e vários outros caras que nem me lembro mais, tudo por esse preço. Ahhhh, e ainda me dei bem com algumas belas moçoilas lá dentro...

Não sei quanto custa pra trazer esses deejays, mas sei que o máximo que já paguei lá dentro foi pra ver o Richie Hawtin no fim do ano passado. Se não me engano 60 reais. Não creio que em menos de 1 ano tenha inflacionado tanto assim o fee desses caras.

E como eu disse, foi em 2006 que começou a reviravolta. Anunciaram o fechamento do clube para a realização de uma reforma que foi noticiada até mesmo pela mídia desacostumada a divulgar qualquer nota sobre o lugar. O mais absurdo é que a reforma foi de apenas uma mudança na entrada do banheiro e a construção de um mini-camarote (camarote = símbolo de redneckismo), mas a repercussão que isso viria a render parece que era a principal intenção do dono. O lugar ficou famoso a ponto de quase morrer neguinho pisoteado lá dentro na reabertura. E olha que ser pisado por biscatrancer boots deve doer bastante. Aí o dono do local, o nativo de Campo Grande-MS, Renato Ratier, passou a se preocupar mais com o seu visual em detrimento da qualidade da casa. Mas o máximo que a vaidade exacerbada do rapaz lhe rendeu foi um look parecido com o do Chorão. Chorão da Barra Funda, como bem disse um amizade num fórum do Rraurl outro dia.

O D-Edge ganhou, a partir da reforma fajuta, a fama cuja falta aparentemente frustrava seu dono. Passou a ser freqüentado maciçamente por gente acostumada a visitar raves de pissái e pela playboyzada universitária paulistana. Nada contra essas raves e seus freqüentadores (nem a favor), mas é que o gosto musical desse povo não é dos mais elaborados. Quando alguém é eclético a ponto de gostar de axé e música eletrônica pode apostar que alguma coisa está errada. Pra completar, vi outro dia que o clube agora tem até um slogan, “Brazil’s finest underground”. Aposto que isso é idéia de renomados marqueteiros do Mato Grosso do Sul.

Não contesto que o lugar continua a ser o que mais traz dejotas de qualidade pra tocar no Brasil. Só que agora além de mal freqüentado, tá muuuuuuuuuuuuuuito mais caro. Só isso.

Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Top 10 chart for october

Seguem as 10 faixas recomendadas pelo Cow Molester para o mês de outubro. Pra quem não gostar da seleção, tenho apenas uma sugestão: Vai ouvir pissái e não enche o meu saco!!!

1. Sascha Dive - Down Edit (Argy Remix)
2. Rekorder - Rekorder 9.2
3. David K - Intimacy
4. Dubfire- Ribcage
5. Robert Babicz - Crystal Castle
6. Guy Gerber - Late Bloomers
7. Stephan Bodzin - Treibsand
8. Steadycam - In the Moog for Love
9. Umek - Ricochet Effect
10. Underworld - Crocodile